\ Heath's Modern Language Séries, by Enrique Pérez Escrich.

Heath's Modern Language Séries


FORTUNA

BY ENRIQUE PÉREZ ESCRICH

EDITED WITH NOTES, DIRECT-METHOD EXERCISES, AND VOCABULARY
BY ELIJAH CLARENCE HILLS
PROFESSOR OF SPANISH IN THE UNIVERSITY OF CALIFÓRNIA
AND
LOUISE REINHARDT
INSTRUCTOR OF MODERN LANGUAGES IN THE COLORADO SPRINGS HIGH SCHOOL

D.C. HEATH & CO., PUBLISHERS
BOSTON NEW YORK CHICAGO
COPYRIGHT, 1920, 1922,
BY D.C. HEATH & CO.
PRINTED IN Ou.S.A.


CONTENTS


INTRODUCTORY
FORTUNA
CAPÍTULO PRIMEIRO
CAPÍTULO II
CAPÍTULO III
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO V
NOTES
EXERCÍCIOS
ABBREVIATIONS
VOCABULARY


INTRODUCTORY

Fortuna is probably the most popular dog story in Spanish. It makes pleasant reading, it holds the student's interest throughout, and its language is clear and simples.

The author of Fortuna, Enrique Pérez Escrich (1829-1897), was born in Valencia, Spain, but tenho went to Madri when a young man. Tenho was a prolific writer of popular stories. Both Fortuna and Tony, another dog story by the same author, are evidence that Pérez Escrich knew dogs and loved them. One can not read these stories without feeling greater admiration and respect for the dog, the best friend that man tens among the animals. Fortuna also gives an interesting account of the adventures of a boy who is kidnapped and is finally rescued with the aid of the dog whom tenho had befriended and who thus undertook to pay his debt of gratitude.

For a brief account of the life and works of Pérez Escrich, see Julio Cejador e Frauca, História da Língua e Literatura Castelhana, Vol. VIII (pages 56-57), Madri, 1918.

In this edition of Fortuna some words and sentences have been omitted from the text because they were uninteresting and unimportant. In a few cases expressions have been left out because they were unusual and therefore not adapted to elementary instruction.

In the exercises there is an abundance of direct-method material. Each of the exercises consists of four parts. The first part gives simples grammatical questions. The second contains idiomatic expressions to bê committed to memory and to bê used in the formation of sentences. The third part gives questions on the subject matter of the story which are to bê answered in Spanish. And the fourth contains connected sentences to bê translated from English into Spanish. Those teachers who prefer that the students in the elementary classes should not translate English into Spanish may postpone or omit altogether this part of the exercises if they wish to do so.

The language of Fortuna is so clear and simples that the story may bê read to advantage in elementary classes. The notes, the direct-method exercises and the vocabulary have been prepared with a view to the needs of beginners.

The editors are glad to take this opportunity of expressing their thanks to Professor Juan Cano, Mr. Antonio Alonso, and Miss Mãe Merrill of Indiana University, and Dr. Alexander Green and Miss Ellen E. Aldrich of D.C. Heath and Company for their valuable assistance in the preparation of this book.

E.C.H. L.R.


FORTUNA

HISTÓRIA DE UM CÃO AGRADECIDO

POR

ENRIQUE PÉREZ ESCRICH


CAPÍTULO PRIMEIRO

Sentenciado a morte

O sol caía de plano calcinando o branco pó da estrada, e as folhas dos trémulos álamos, que bordeaban o caminho, tinham suspendido seu eterno movimento, adormecidas baixo o peso de uma temperatura agostadora.

Um cão de raça dudosa, lombo rojizo, orelhas de lobo e prolongado focinho, caminhava com o rabo caído, a mirada triste, a boca aberta e a língua colgante.

De vez em quando se detinha à sombra de um álamo e levantava a cabeça como se venteara esse ar húmido e imperceptible para os homens, mas que ao delicado olfacto da raça canina lhe indica a fonte ou o cobiçado charco onde apagar seu sejam.

Então, da acendida e húmida língua do cão caía gota a gota esse suor interno que, não encontrando passo pelos fechados poros da pele, se exala pela boca.

O pobre animal parecia muito cansado e seus ijares agitavam-se com precipitada respiração. Depois empreendia de novo sua marcha por aquele longo caminho solitário e abrasado.

De repente deteve-se. Achava-se no mais alto de uma custa, e a cem metros de distância, no fundo de um vale, se via um povo.[1] O fatigado animal pareceu vacilar, pressentindo sem dúvida o que lhe esperava naquele povo que a branca linha da estrada dividia em duas metades.[A]

Por fim resolveu-se a continuar seu caminho porque a sejam devorava-lhe, e naquele povo devia ter água.

Chegou ao povo cujas desertas ruas recebiam de plano esse sol abrasador de um dia do mês de julho.

As paredes das casas, as tapias dos corrales, não projectavam a menor sombra; o relógio da torre acabava de dar doze campanadas.

Na primeira casa, à sombra de um cobertizo, achava-se uma mulher lavando; cerca dela e sobre uma zalea se via um menino que teria dois anos de idade.[2] O menino jogava com seus rompidos sapatos que tinha conseguido tirar dos pés.

A porta do corral estava entornada. O cão, que sem dúvida tinha olfateado a água, a empurrou com o focinho.

—¡Tuso!...—gritou-lhe a mulher.

Mas como se este grito não bastasse para afugentar ao importuno hóspede, apanhou uma pedra e lha arrojou com força.

O pobre animal esquivó o corpo lançando um rosnado e ensinando-lhe os colmillos à mulher; depois continuou seu caminho.

Um pouco mais abaixo voltou a deter-se. A porta de um corral estava de par em par. Em médio tinha um poço e uma pilha de pedra transbordando água.

O cão não viu a ninguém e se decidiu a entrar, mas ao mesmo tempo saiu um homem da quadra com um garrote na mão. O pobre animal, adivinhando que aquele segundo encontro podia lhe ser mais funesto que o primeiro, ficou olhando ao homem com tristes e suplicantes olhos e movendo o rabo em sinal de aliança.[B]

O homem, que sem dúvida tinha pouco desenvolvido o órgão da caridade, se fué para o cão com o garrote levantado.

O cão indignado ante aquele recibimiento tão pouco hospitalario, gruñó surdamente, ensinando-lhe ao mesmo tempo seu robusta dentadura e sua acendida boca.

—¿Estará rabioso?—perguntou-se o homem.

E dando-se ele mesmo uma resposta afirmativa, lhe arrojou o pau com força e entrou na casa gritando:

—¡Um cão rabioso!... ¡Meu escopeta, meu escopeta!

Este fué o toque de rebato que pôs em conmoción a todos os vizinhos, porque desgraçado do cão forastero que durante a canícula entra em um povo nas horas do calor e se lhe ocorre a algum dizer que raiva, porque desde este momento fica decretada sua morte; a arma com que deve se executar a sentença tanto faz; pois empregam-se todas: a escopeta, a fouce, a horquilla, o pau, a pedra; o primeiro que se acha a mão para ferir.[C]

Basta um movimento agressivo do cão para que todos fujam pronunciando lá em seu interior a famosa frase das derrotas: salve-se o que possa.

Quando o homem que tinha lançado o primeiro grito de alarme saiu à rua com a escopeta, o cão se achava quatro ou mais cinco casas abaixo, mas o homem, sem se encomendar a Deus nem ao diabo, se pôs a escopeta à cara e fez fogo. Felizmente para o pobre cão, os perdigones foram a aplastarse em um poyo de pedra; mas alguns de rejeição deram no lombo e nas ancas do animal, que lançou um aullido doloroso.

Os vizinhos saíam a suas portas, e inteirando ao instante do que ocorria, começaram a dar vozes e a arrojar sobre o animal, que nenhum dano lhes tinha feito, todo o que encontravam a mão.

O cão, azorado e medroso, fugia sempre confiando sua salvação à ligereza de suas pernas e ansioso de se achar longe daquele povo inhospitalario em onde até as pedras se voltavam contra ele.

Já quase ia conseguir seu objecto, quando viu fechado o passo por um homem que montava um caballejo de pobre e miserável estampa.

Era o cuadrillero do povo, que desenvainando um imenso sable de caballería, se dispôs a lhe fechar o passo, enquanto a gente que seguia ao cão com paus, fouces e horquillas, lhe gritava:

—¡Mata-lhe, Cachucha, mata-lhe; está rabioso!

O pobre animal olhou a direita e esquerda, procurando uma saída salvadora.

A gente, lançando gritos de guerra e exterminio, ia-lhe estrechando por ambas partes da rua.[3]

A situação do cão forastero era verdadeiramente angustiosa, as pedras llovían sobre ele dando muitas vezes na mosca, e o enorme sable do cuadrillero Cachucha centelleaba ferido pelos raios do sol, lhe ameaçando de morte.

No entanto, ninguém era tão valente que se atrevesse a pôr ao alcance dos colmillos do cão.

Entre os perseguidores do cão tinha três ou quatro armados com escopeta, podiam dar a morte a seu inimigo desde longe, mas ninguém disparava, temerosos de se ferir os uns aos outros.

De vez em quando se ouvia a voz do cuadrillero Cachucha que gritava:

—¡Cuidado com as escopetas!... ¡Olho, que estou aqui!...

Neste momento aflictivo abriu-se uma pequena porta da tapia de um jardim e o cão meteu-se por ela precipitadamente.

Cachucha baixou com ligereza do caballejo e correu para a casa por onde tinha desaparecido o cão, agitando o sable no ar com nervosa mão e exclamando com toda a força de seus pulmões:

—¡Colegas, salvemos a nosso pai, salvemos a nossa providência!


CAPÍTULO II

O indulto

Dom Salvador Bom era o vizinho mais respetable, mais sábio, mais caritativo e mais rico do povo.

Seus sessenta anos, sua cabeça branca como a neve, seu rosto bondoso, seu afable sorriso e sua mirada serena faziam exclamar a todo mundo: aí vai um homem de bem, um justo.

Dom Salvador tinha viajado muito e lido muito com proveito. Seus conhecimentos eram tão gerais que sua conversa resultava sempre instructiva e amena. Via as épocas antigas com a mesma clareza que a presente, e ao falar dos grandes homens da Grécia e de Roma, parecia que falava de amigos íntimos que acabavam de morrer poucos dias dantes.

Aquele venerável idoso era uma enciclopedia sempre a disposição dos que queriam consultar no povo.

Também não tinham faltado penas ao senhor Bom: tinha visto morrer a um filho ao ano de terminar de um modo brilhante a carreira de engenheiro de Caminhos e Canais e a uma filha aos seis meses de dar a luz um formoso menino.[4]

Dom Salvador tinha-se ficado só no mundo com seu neto, que se chamava Juanito e na época que nos ocupa era um precioso menino de oito anos de idade.[D]

O avô tinha-se proposto fazer de seu neto um homem perfeito.

—Eu ensinar-lhe-ei—se dizia—todo o que pode ensinar em um colégio, no bom sentido da palavra, porque nos colégios também se aprende algo mau. Tentarei, ao mesmo tempo que educo sua inteligência nos sãos princípios da moral, da caridade e do amor ao próximo, desenvolver suas forças físicas, educar seu corpo.

Juanito era um menino tão formoso de corpo como de alma, com uma inteligência clarísima e um coração bondoso e caritativo.

Entremos agora em casa de dom Salvador Bom.

O relógio da igreja acabava de dar as doze campanadas do meio dia.

A casa de dom Salvador, situada à saída do povo, tinha um espacioso jardim. No centro de um grupo de corpulentas árvores alçava-se um pavilhão em onde passavam durante as calurosas horas da canícula o avô e o neto longos momentos, entregados umas vezes aos exercícios da gimnasia e da esgrima, outras à leitura.[5]

No momento que vamos permitir a nossos leitores que entrem no pavilhão, dom Salvador e Juanito se achavam fazendo o que na linguagem técnica dos gimnasios se chamam poleas, exercício que desenvolve os músculos dos braços, alarga o peito e abre o apetito.

O velho e o menino iam vestidos o mesmo, pantalón de lienzo branco, uma almilla rayada cingida ao corpo, sapatilhas e cinto de lona..

Este ligerísimo trouxe era o mais a propósito para fazer gimnasia, sobretudo nas horas calurosas do mês de julho.

—Basta por hoje, Juanito, basta por hoje,—disse o idoso, apanhando um lenço e limpando o suor que corria com abundância pela frente de seu neto.

—Não estou cansado,—contestou Juanito,—se Vd. quer, podemos continuar até que Polónia nos chame para comer.

Polónia era a ama de governo e tinha sido nodriza de Juanito. O marido da Polónia exercia na casa as funções de mayordomo.

—Não, não; tens a cara acendida como uma amapola,—acrescentou o velho acariciando a cabeça do menino—e dantes de comer convém que descanses um pouco. Vá, joga-te no sofá com as mãos cruzadas embaixo da cabeça: essa postura é muito higiénica. Eu vou fazer o mesmo nessa mecedora.[6]

Juanito, que já se tinha tendido no sofá, se incorporou um pouco e disse:

—¿Tem ouvido Vd.? Parece que tem soado um tiro ao longe, na rua.

—Será algum caçador que volta do monte e terá disparado a escopeta à entrada do povo.

O menino, que sem dúvida não ficava satisfeito com aquelas explicações, acrescentou:

—Não, não, abuelito; eu ouço gritos e vozes: algo sucede.

Dom Salvador fixou um momento sua atenção e repôs:

—Efectivamente, ouve-se um grande alboroto na rua. Os gritos, a algazara, não somente iam em aumento, senão que pareciam se acercar para aquele pacífico retiro.

Dom Salvador descorrió a persiana de uma das janelas do pavilhão, e assomando-se, disse em voz alta:

—Atanasio.

—¿Que manda Vd., senhor?—contestou um homem que se achava cavando um quadro de terra cerca do pavilhão.

—Anda, homem, anda pelo postigo da tapia a ver o que sucede na rua.

Atanasio correu para o lugar indicado, mas ao abrir a pequena porta que dava passo à rua, retrocedeu, caindo de costas contra a tapia.

Ao mesmo tempo um cão entrou no jardim como uma exhalación, se refugiou no pavilhão, e se foi esconder embaixo do sofá em onde se achava sentado Juanito.

Dantes que dom Salvador e seu neto se dessem conta do que sucedia, Cachucha o cuadrillero e vinte ou mais trinta pessoas invadiram o jardim dando gritos de terror.

Cachucha ia diante com seu enorme sable desenvainado e fazendo-lhe girar de um modo vertiginoso acima de sua cabeça.

Ao penetrar aquela multidão no jardim, todos gritavam a um tempo como se se tivessem ensayado:

—¡Está rabioso, está rabioso!... ¡Matem-lhe, matem-lhe!...

Ao cedo, dom Salvador, que não tinha visto passar ao cão, achou que o rabioso era o pobre cuadrillero que, com o rosto descompuesto e os cabelos arrepiados, avançava à carreira para o pavilhão, blandiendo com vigorosa mão seu terrível sable.[7]

Dom Salvador retirou-se da janela para proteger a seu neto, e ao voltar-se, adivinhou-o tudo com espanto e lançou um grito de horror, ficando enclavado no solo sem poder avançar nem retroceder.[E]

Ali, junto ao sofá, ajoelhado, achava-se Juanito acariciando a suja e empolvada cabeça de um cão desconhecido.

Aquele animal, coberto de sangue, de lodo e de pó, olhava a Juanito com os olhos brilhantes como dois ascuas de fogo, com a boca aberta e a língua colgante.

De quando em quando o cão continha sua agitada respiração e lambia suavemente as mãos de Juanito movendo com pausa a bicha, como se quisesse lhe dizer:

—Não tenhas medo, formoso menino, eu pertenço a uma raça que tem a gratidão no coração: em minha família não se conheceram nunca nem os traidores nem os desagradecidos.

Cachucha entrou precipitadamente no pavilhão seguido de um exército de homens, mulheres e meninos.

O cão, com esse delicado instinto próprio de sua raça, acercou-se um pouco mais ao menino, tendendo a seus pés, seguro de que tinha encontrado um bom defensor para se livrar daquela horda de vándalos que pedia sua morte.

—Señorito, não toque Vd. a esse cão, que está rabioso,—exclamou Cachucha.—Aparte-se você que lhe vou dividir ao meio.

—Rabioso...—exclamou Juanito rindo-se e rodeando o pescoço do cão com um de seus braços,¿rabioso, e me lambe as mãos e se joga tremendo a meus pés para que lhe proteja? Bah, tu sim que estás rabioso, meu bom Cachucha; se visses-te a cara no espelho, de seguro dar-te-ias medo a ti mesmo.

—Vamos, Cachucha,—disse o avô, observando as pacíficas manifestações do cão—envaina esse sable que ameaça nossas cabeças. O cão não está rabioso: são outros os sintomas que apresentam esses pobres animais quando se acham atacados dessa terrível doença. Verás o que tem.

E dom Salvador apanhou uma jofaina cheia de água e pô-la no solo ao lado do cão, que começou a beber com avaricia, agitando a bicha.

Cachucha abriu imensamente os olhos e disse:

—¡Cala; pois é verdade; bebe água!

E voltando-se indignado contra a multidão, acrescentou:

—¡Pedaços de brutos, animais! ¿Por que me dissestes que estava rabioso?

Ninguém contestou, e o cuadrillero, envainando seu sable, voltou a dizer:

—Senhor dom Salvador, rogo-lhe a Vd. que nos perdoe pelo susto que lhe demos, mas conste que a intenção era boa.

—Já o sei, homem, já o sei, e o agradeço com toda a alma.

Todos foram saindo do pavilhão respeitosamente, assombrados do valor de Juanito e de seu avô e sobretudo da sorte que tinha tido o cão forastero, refugiando naquela casa.[8]

—Pobrecito, que sejam tinha, e pode que tenha também fome;—disse o menino.—Deve estar ferido; tem sangue no lombo; é preciso curar-lhe. ¿E como chamar-se-á, abuelito?[F]

—¿Quem?

—Este cão.

—Não o sei, filho meu;—contestou rindo-se dom Salvador,—e como tenho a completa segurança de que se lho pergunto não mo tem de dizer, não quero me tomar essa moléstia. Mas como todas as coisas devem ter um nome, nós pôr-lhe-emos um e desde hoje a este cão chamar-se-lhe-á Fortuna, pois fortuna e não pouca tem sido a sua refugiando nesta casa, e encontrar ao que lhe livrou do terrível sable de Cachucha.[9]


CAPÍTULO III

Os sequestradores

Quatro dias depois, o cão Fortuna estava desconhecido. Juanito curou-lhe as feridas, que eram leves, com árnica, e depois, ajudado de Atanasio o jardineiro, lhe lavou com jabón e um estropajo.

Então se vió que Fortuna não era tão feio como parecia baixo o andrajoso manto da miséria, que com um bom colar e bem alimentado podia apresentar em qualquer parte sem que seu amo se envergonhasse.

Mas o mais formoso de Fortuna eram os olhos, em onde resplandecía a inteligência, sobretudo quando sentado sobre suas patas traseras olhava fixamente a Juanito como desejando adivinhar seus pensamentos para os executar.

Uma tarde o avô e o neto foram a ver uma vinha rodeada de almendros que se tinha plantado na mesma semana do nascimento de Juanito e que no povo chamavam A Juanita.

Dom Salvador, em todos estes passeios campestres, levava sempre um livro.

Sentaram-se a descansar à sombra de um almendro, e à queda da tarde regressaram ao povo.

Já cerca de casa, dom Salvador teve saudades o livro.

—¡Ah!—exclamou,—deixei-me ao pé da árvore meu precioso exemplar do livro de Job, parafraseado em verso por Fray Luís de León. É preciso voltar por ele sentiria o perder.[10]

Fortuna, que ia detrás, de dois saltos se pôs diante, e levantando a cabeça, ficou olhando a seus amos.

O cão levava o livro na boca com tal delicadeza, que nem sequer o tinha humedecido.

—Muito obrigado, Fortuna,—disse-lhe dom Salvador acariciando a inteligente cabeça do cão.—Este exemplar tenho-o em grande estima e tivesse sentido muito o perder-lhe porque é uma lembrança de minha mãe. Esta noite quando cenemos tentarei te fazer alguma fineza para te demonstrar minha agradecimiento.[11]

O cão começou a dar saltos e a ladrar com grande alegria, não pela golosina oferecida, senão porque começava a ser útil a seus amos.

Aos oito dias Juanito e Fortuna eram os dois melhores amigos do mundo: não se separavam nunca. O cão dormia sobre um pedaço de tapete aos pés da cama do menino.[12]

Uma amanhã dom Salvador e Juanito se achavam no jardim: o cão seguia-lhes como sempre. Dom Salvador tendeu horizontalmente a bengala que levava na mão para assinalar uma planta, e então Fortuna deu um salto acima da bengala com grande agilidad e depois ficou sobre suas patas traseras, erguido e grave; voltou a tender sua bengala dom Salvador e voltou a saltar Fortuna, mas então ficou com as mãos apoiadas no solo e as patas traseras pelo ar.

Em um dia Juanito estornudó com grande força e Fortuna introduziu o focinho no bolsillo da americana do avô, sacou-lhe o lenço e foi apresentar-lhe o a Juanito.

Fortuna dio un salto por encima del bastón.

Isto fez rir muito ao avô e ao neto, porque Fortuna ia apresentando de dia em dia novas habilidades que lhe elevavam à ilustrada categoria de cão sábio; pelo que deduziram que em seus mocedades teria sido cão de volatinero, e tanto ao avô como ao neto se lhes passavam grandes vontades de saber a origem daquele amigo que lhes tinha deparado sua boa sorte.

De seguro que por nada do mundo tivesse Juanito vendido a seu cão.

Assim as coisas, uma tarde do mês de agosto se passeavam pela estrada Juanito, Polónia sua nodriza e o cão Fortuna.

Dom Salvador tinha-se ficado em casa com o prefeito e o secretário da prefeitura, que tinham ido a lhe consultar um assunto grave.

O sol achava-se próximo de seu ocaso, a temperatura era agradável e no céu não se via nem uma nuvem.

De repente interrompeu o silêncio dos campos um lamento triste, prolongado, que ao que parece saía da débil garganta de um menino.

Juanito e Polónia olharam-se; o cão Fortuna gruñó surdamente e acercou-se a seu amo como disposto a lhe defender.

—¿Tens ouvido, Polónia?—perguntou Juanito.

—Sim; parece um menino ou uma menina que se queixa,—contestou a nodriza.

—E deve ser bem perto.

Uma rapariga de dez a doze anos de idade, magra, encoberta de harapos, o cabelo enmarañado e a tez cobriza, levantou-se da cuneta do caminho, lançando dolorosos lamentos.[G]

Fortuna gruñó de um modo amenazador e acercou-se mais a seu amo, com o cabelo do lombo arrepiado e ensinando seus alvos colmillos.

—Cala, Fortuna, cala,—disse-lhe Juanito, dando-lhe uma palmada na cabeça e olhando ao mesmo tempo à menina mendiga que chorava amargamente.

A rapariga seguiu avançando sem intimidá-la os rosnados amenazadores do cão.[13]

—¿Que tens, pobrecita?—perguntou-lhe Juanito.

—¡Ah, señorito, que desgraça tão grande para mim!—exclamou a mendiga com os olhos arrasados em lágrimas.—Meu pobre avô caiu-se desfallecido de fome, no barranco dessa ponte, e vou ao povo a pedir auxilio à policia civil ou à primeira pessoa caritativa que encontre.

—¿Mas não podemos nós lhe socorrer?—contestou Juanito.—Olha, a primeira casa do povo é a minha e ali eu te asseguro que não faltar-lhe-á nada a tua abuelito.

—¡Mas se faltam-lhe as forças para ter-se em pé!...—acrescentou a mendiga.—Faz mais de vinte e quatro horas que o pobre não tem comido nada.[17]

—Pois bem, lhe vamos ver,—repôs Juanito,—e se não podemos lhe levar nós, eu irei em uma carreira ao povo a trazer o que faça falta.

E como o cão não cessava de rosnar de um modo hostil à menina mendiga, Juanito lhe disse:

—Esta tarde teu mau humor é insufrible, Fortuna; disse-te que te cales. A menina, sem deixar seus dolorosos lamentos, encaminhou-se em direcção à ponte.

Juanito, Polónia e Fortuna seguiram-na.

À direita do caminho tinha uma rampa que conduzia ao cauce do barranco.

Por ali baixaram todos.

A ponte tinha três arcos. No primeiro, tendido de bruços sobre a húmida areia, achava-se um homem pobremente vestido. A seu lado via-se um zurrón de sujo e remendado lienzo e um garrote.

A uns quinze passos de distância, na orla do barranco, alçavam-se uns espesos e grandes carrizales cujas folhas, abrasadas pelo ardente sol do verão, tinham uma cor vermelha amarillento.

—Avô, vamos, faça Vd. um esforço para levantar-se,—disse a menina mendiga,—pois aqui vêm um señorito e uma mulher para ajudar-me a conduzir-lhe a Vd. ao povo.

O homem, exalando gemidos, moveu-se pesadamente como se lhe faltasse a força para se levantar, depois apoiou um joelho, depois a outra e por fim as mãos, ficando a gatas e baixando a cabeça como se quisesse ocultar sua cara.

Compadecidos ante tanta debilidade, acercaram-se Juanito e Polónia para ajudar-lhe a levantar-se, e no mesmo momento que se inclinavam para a terra, o homem de um brinco se pôs em pé, apanhou pelo pescoço a Polónia e a derrubou brutalmente no solo.

Ao mesmo tempo a menina mendiga saltava com a ligereza de uma pantera sobre o aterrorizado Juanito, fazendo-lhe rodar sobre a areia do barranco.

Fortuna se abalanzó furioso sobre la mendiga

O cão Fortuna lançou-se furioso sobre a mendiga, fazendo-lhe presa em uma perna e rasgando-lhe em jirones o vestido.

A menina lançou um grito agudo de raiva e de dor.

—Maldito cão,—exclamou, apanhando o garrote que tinha no solo e se defendendo de Fortuna com um valor incrível a sua idade.

Então saíram precipitadamente dois homens de má facha de um dos carrizales. Levavam revólver e faca de monte no cinto e escopetas de dois canhões nas mãos.

—Vamos ver se calas-te, Golondrina; não há que gritar tanto por um arañazo,—disse um dos homens soltando uma brutal gargalhada.

—Despachemos dantes que passe gente pela estrada,—acrescentou o outro homem.

—¿Que faremos desta mulher?—perguntou o que tinha sujeita a Polónia.

—Atar-lhe as mãos às costas, pôr-lhe uma mordaza e deixá-la para que lhe vá contar a seu amo o que lhe vou dizer.

—¿Mas onde estará esse maldito cão?—perguntou a Golondrina.—Mal vos viu sair do carrizal tem desaparecido; parece que lhe dão asco as escopetas; mas eu juro que pagar-mas-á, sim, pagar-mas-á; voltarei ao povo e dar-lhe-ei pan com alfileres ou com fósforos para que reviente.[14]

Tudo isto o dizia a Golondrina se pondo punhados de húmida areia nas feridas que lhe tinha feito Fortuna.

—Ouve,—disse a Polónia o chefe dos sequestradores,—dile a dom Salvador que nos levamos a seu neto, e que se quer lhe recuperar, que cumpra ao pé da letra o que lhe digo neste papel.[H]

E o capitão meteu brutalmente um papel no peito da Polónia, cujos olhos enrojecidos pareciam chorar sangue.

—¡Ah! não, não; eu não quero ir com Vds.; meu abuelito dar-lhes-á todo o que queiram, mas eu não quero ir,—exclamou Juanito, se ajoelhando e juntando as mãos ante aqueles miseráveis.

Polónia caiu também de joelhos como para unir suas súplicas às do menino; mas todo foi inútil; os corações de rocha não se ablandan jamais nem ante as súplicas, nem ante as lágrimas de suas vítimas.

—Traz os cavalos, Cascabel,—disse o chefe dirigindo-se a um dos seus.

E depois, apanhando bruscamente por um braço a Juanito que chorava, acrescentou:

—A ver se fechas o bico, canario, e não me aturdas os ouvidos, porque me desagrada tua música.

Um dos malhechores sacou do espesso carrizal três jacas.

O chefe montou em uma delas, colocando na delantera a Juanito e lhe rodeando um braço pela cintura.

Depois montaram os outros dois, e a Golondrina de um salto pôs-se nas ancas de uma das caballerías.

Polónia, ao ver-lhes empreender a galope pelo barranco abaixo, lançou um gemido e caiu de costas desmaiada.

Então agitaram-se as secas canas do carrizal da esquerda e o cão Fortuna assomou a cabeça. Tinha-se refugiado ali rapidamente ao ver aos homens com as escopetas.

Seu instinto tinha-lhe aconselhado aquela retirada, porque seus inimigos eram muitos e vantajosamente armados para vencê-los.[15]

Fortuna permaneceu um momento indeciso e movendo a cabeça com recelo como se temesse alguma emboscada.

Por fim acercou-se a onde estava a Polónia desmaiada e lhe lambeu as mãos e a cara.

Depois levantou de novo a cabeça movendo a negra membrana de seu focinho, com essa rapidez nervosa do cão que ventea um rastro quente.

De repente lançou um aullido apagado, e baixando o focinho para o solo, lançou-se à carreira pelo barranco, seguindo as impressões dos sequestradores.


CAPÍTULO IV

A tempestade

Quando Polónia recobrou o conhecimento era de noite; quis gritar, mas a mordaza afogava sua voz na garganta e seu coração batia de um modo violento.

Levantou-se como pôde; sentiu grandes dores em todo seu corpo. Começou a subir a rampa do barranco com grande fadiga.

Uma vez na estrada, jogou a correr para o povo.

O céu tinha-se encapotado, o vento produzia nas folhas das árvores esse ruído que imita o eterno movimento das ondas do mar ao estrellarse sobre as rochas da costa.

Esta mudança repentina de tempo, tão frequente no mês de agosto, não fué apercibido por Polónia, que corria e corria sempre, respirando de um modo fatigoso.

Já cerca do povo vió vir gente para ela.

Eram dom Salvador, o prefeito e o secretário, que, lhes estranhando a tardanza de Juanito, iam em sua procura.

Ao ver a Polónia amordazada e com as mãos atadas às costas, dom Salvador lançou um grito de espanto, como se o adivinhasse tudo.

O prefeito e o secretário tiraram a mordaza e as ataduras das mãos da Polónia, que caindo de joelhos aos pés de seu bom amo, só pôde dizer:

—¡Roubaram-me a Juanito, senhor, têm-mo roubado!...

E voltou a desmaiar-se.

Dom Salvador ficou aterrorizado, lhe flaquearon as pernas e abraçou-se ao pescoço do prefeito para não se cair.

Felizmente, o casal da policia civil, que saía do povo a fazer o serviço nocturno de estrada, chegou a tempo e puderam conduzir até sua casa a dom Salvador e a Polónia.

Reanimados um pouco com os auxilios que lhes prestaram, a nodriza contou detalhadamente todo o que lhes tinha ocorrido desde que ouviram os tristes lamentos da infame menina mendiga até o instante que perdeu o sentido.

—¡Ah, se tivesses feito caso dos rosnados de Fortuna, que vos anunciavam um perigo!—exclamou o idoso, golpeando-se a frente.—¿Mas onde está que não lhe vejo?

—Indubitavelmente matar-lhe-iam, porque eu também não lhe vi mais desde que saíram aqueles homens do carrizal.[16]

—Em fim, dá-me, dá-me essa carta, Polónia; não se perdeu tudo; isto será questão de dois, de três, de quatro mil duros, de todo o que possuo se se lhes antoja mo pedir. ¿Não é verdade, guardas? ¿Não é verdade, senhor prefeito? Os sequestradores são uns infames, uns criminosos; mas geralmente não matam aos sequestrados. Devolver-mo-ão, sim; devolver-mo-ão, e eu em mudança dar-lhes-ei o que me peça. Dom Salvador afogava-se; teve que se sentar, se tirou a corbata e se desabrochó o chaleco; não podia respirar.[I]

Enquanto Polónia procurava em vão a carta que tão brutalmente lhe tinha metido no peito o sequestrador.

—¡Mas não me dás essa carta!—exclamou o idoso.

—Se não o encontro, senhor.

—¡Que não a encontras!—exclamou o avô, pálido como um cadáver e levantando da cadeira como impulsionado por uma força superior a sua vontade.[18]

—Não; não o encontro,—exclamou a Polónia com desespero;—meteu-ma um deles no peito enquanto outro me atava as mãos e me punha a mordaza; mas como depois caí desmaiada no barranco....

—Então ter-se-te-á caído no barranco e é preciso ir procurá-la.[19]

E dom Salvador dirigiu-se à porta.

O prefeito deteve-lhe, dizendo-lhe:

—Para procurar a carta bastamos nós. Polónia acompanhar-nos-á. O tempo tem mudado e ameaça tormenta. A ver; Atanasio, apanha a linterna; vamos andando.

Dom Salvador quis acompanhá-los, mas o médico e o cura, que também tinham ido ao saber a desgraça de Juanito, se opuseram firmemente.

—¡Oh, Deus meu, Deus meu!—exclamou o idoso com desespero;—se não encontram essa carta, meu pobre Juanito está perdido, porque matar-lhe-ão vendo que não se lhes dá o dinheiro que pedem. Saíram em procura da carta Polónia, os dois policia civis, o prefeito, o secretário, Cachucha e o jardineiro.[20]

O médico e alguns vizinhos do povo ficaram acompanhando a dom Salvador.

Quando os expedicionarios saíram à rua, os deslumbró um relâmpago que fué seguido de um horrível trovão:

A chuva caía com essa violência própria das tormentas de verão. Ninguém fez caso. Caminhavam em silêncio pela estrada, preocupados naquele triste acontecimento que afligia a todo o povo.

Quando chegaram à ponte, Cachucha que ia diante se deteve, reconheceu o terreno, e disse:

—Trabalho perdido; o barranco vem cheio de água; é impossível baixar.

A avenida era grande; as turbias águas arrastavam-se com violência sobre o pedregoso cauce do barranco, rugindo de um modo amenazador.

—¡Que lástima!—acrescentou um policia civil; —não só temos perdido a carta senão as impressões dos sequestradores.

—¿E daí fazemos agora?—perguntou Cachucha.[21]

—Tomada; regressar ao povo;—contestou o prefeito.

E sem falar mais, regressaram ao povo tristes, silenciosos e empapados de água e lodo até os ossos.

O pobre dom Salvador ficou anonadado ao saber a avenida do barranco.

Caiu de joelhos, juntou as mãos e elevou os olhos cheios de lágrimas ao céu, murmurando com trémula voz:—Senhor.... Deus meu.... Pai misericordioso, sem cuja vontade não se move uma folha das árvores nem um átomo de pó da terra.... Vai por meu filho, vai-a por Juanito.

Um profundo silêncio estendeu-se pela habitação, todos rezavam baixinho, todos lhe pediam a Deus pelo menino sequestrado.[J]


CAPÍTULO V

O que semeia recolhe

Decorreram dois dias. O pobre abuelito estava inconsolable; quarenta e oito horas sem dormir, sem comer, sem ver a seu neto.

O prefeito e a policia civil tinham oficiado aos povos imediatos o ocorrido, mas ninguém tinha notícias de Juanito.

Aquele silêncio era horrível para o pobre idoso.

—Ah, sem dúvida na carta—dizia-se—fixavam-me um prazo para entregar o dinheiro.... Deus meu, ¿que será de Juanito quando esse prazo se cumpra?[22]

No povo não se falava de outra coisa que do sequestro do menino. Todos tivessem dado a metade de seu sangue por lhe encontrar.

A força de grandes ruegos conseguiram o cura e o médico que dom Salvador tomasse algum alimento.

Chegou no terceiro dia. O pobre abuelito, pálido como um morto, com os olhos fechados, se achava tendido em um sofá, e a não ser pelos estremecimientos nervosos que agitavam seu corpo, se lhe tivesse tomado por um cadáver.

Começava a obscurecer; a ténue luz do crepúsculo penetrava por uma janela alumiando com vadia clareza a habitação.

A porta abriu-se pouco a pouco e assomou por ela a cabeça de um cão. Era Fortuna, coberto de lodo.

Acercou-se ao sofá e ficou olhando fixamente ao idoso. Esta contemplación durou alguns segundos; depois começou a lamber-lhe as mãos a dom Salvador.

O cálido contacto daquela língua agradecida acordou ao idoso. Ao ver a Fortuna lançou um grito que tivesse sido impossível definir, porque a presença daquele cão leal, que ele cria morrido, lhe causava ao mesmo tempo uma imensa alegria e uma profunda dor.

—¡Ah, és tu, Fortuna!—exclamou sentando-se no sofá.—¿Onde está Juanito? ¿Onde está o filho de minha alma?

O cão ladró três vezes dirigindo para a porta, em onde se deteve para olhar a seu amo.

—Sim, sim; compreendo-te perfeitamente; tu vens a me dizer: segue-me e conduzir-te-ei a onde está Juanito.

O cão ladró com mais força.

—¡Ah! que importa que a natureza não te tenha concedido o dom da palavra; eu te entendo perfeitamente; bendito seja o momento que te refugiaste em minha casa.

E ele mesmo, que por instantes parecia recobrar suas perdidas forças, começou a dar vozes, dizendo:

—¡Polónia, Atanasio, Macario, todo mundo aqui! Que aparejen meu jaca, que chamem à policia civil, ao cuadrillero, a todo o que queira me seguir.

Dom Salvador enquanto tinha descolgado uma escopeta de dois canhões do armero e tinha-se cingido uma canana cheia de cartuchos..

Alguns criados entraram precipitadamente na habitação de seu amo, achando que a dor tinha-lhe voltado louco. Ao ver-lhe com a escopeta, Polónia disse-lhe sobresaltada:[K]

—¿Mas aonde vai Vd., senhor?

—A onde está Juanito.... Olha, aí tens o amigo leal que me vai conduzir a seu lado.

—¡Fortuna!—exclamou a Polónia, que até então não tinha visto ao cão.

—Esse, esse sabe onde está meu neto: seguamos-lhe, mas é preciso fazer as coisas com método. Tu, Atanasio, lume à policia civil e ao cuadrillero; tu, Polónia, põe em umas alforjas alguns comestibles; tu, Macario, apareja meu jaca, mas de pressa, muito de pressa, pois me mata a impaciência.

Meia hora depois tudo estava disposto e os expedicionarios reunidos em casa de dom Salvador.

O cão não cessava de ladrar e fazer viagens para a porta, indicando sua impaciência.

—Em marcha, Fortuna, em marcha;—exclamou o idoso com firme entonación,—conduz-me a onde está Juanito, e que Deus nos ajude..

O cão começou a dar saltos de alegria, saiu à rua e tomou à direita.

Todos lhe seguiram, Fortuna ia diante, depois dois policia civis a pé, dom Salvador, o cuadrillero a cavalo, e por último, quatro criados da casa.

Todos iam armados de escopetas e resolvidos a salvar a Juanito. Tinham uma fé cega nas demonstrações do cão. Ninguém duvidava de que aquele nobre e inteligente animal conduzir-lhes-ia a onde estava o menino sequestrado.

A noite era serena, apacible. A lua alumiava com doce clareza a terra.

O cão, que caminhava sempre diante, voltando de vez em quando a cabeça para ver se lhe seguiam, chegou à ponte, e em vez de baixar ao barranco, torceu à esquerda caminhando pela orla do cauce uns quinhentos passos. Ali baixou por uma vereda, cruzou o barranco e tomou uma senda que conduzia ao monte.

Todos le siguieron en el mayor silencio.

Todos lhe seguiram no maior silêncio. Após duas horas de trepar por aquele caminho de cabras, os expedicionarios chegaram à cimeira de uma elevada montanha.

—Guardas, ¿estão Vds. cansados?—perguntou-lhes dom Salvador.

—Adiante, adiante; este é nosso oficio,—contestou um deles.—Enquanto o cão não vacile, seguir-lhe-emos.

Achavam-se em uma meseta semeada de espesos chaparrales e copudas encinas. A lua alumiava-o tudo; aquele espessar era interminável; ao longe parecia distinguir-se grandes grupos de árvores no fundo de um vale encerrado entre dois altísimas montanhas. O cão continuou descendo pela parte da umbría durante meia hora, depois torceu à direita, caminhando sempre a média ladera.[L]

Os expedicionarios começavam a impacientar-se: levavam quatro horas de não interrompida marcha por um caminho fatigoso e duro.

Chegaram por fim ao vale. Grandes grupos de fresnos e de álamos formavam aqui e lá espesos bosquecillos.

O cão penetrou determinadamente em um daqueles espessares.

De repente Fortuna deteve-se. Os expedicionarios viram a poucos passos de distância uma casa de pobre aparência.

A casa só se compunha de andar baixo.

O cão, com muito recelo, e arrastando pela terra, chegou à porta, a olfateó e depois, voltando-se aos que lhe seguiam, formulou um desses gemidos tão peculiares aos animais de sua raça para indicar a aproximação de seu amo.

Todos ouviram este gemido e os resoplidos que dava Fortuna tentando introduzir o focinho entre o dintel e a porta.

A ninguém lhe ficou a menor dúvida de que naquela casa estava Juanito ou pelo menos tinha estado.[23]

Um dos policia civis disse em voz muito baixa:

—Esta casa é a do guarda desta umbría que acabamos de cruzar. É homem de maus antecedentes, tem estado em presídio e a policia civil tem-lhe apontado em seu livro. Todo mundo pé a terra e preparados; meu colega e eu entraremos diante. Tu, Cachucha, te pões de sentinela pela parte do rio, e se vês algum que quer se escapar saltando as tapias do corral, lhe fazes fogo. Tu, Atanasio, tem a linterna prevenida por se faz falta.[24]

Obedeceram-se as disposições do guarda.

Dom Salvador sentiu que seu coração batia com extremada violência.

O policia civil, com a culata de sua carabina, deu dois fortes golpes sobre a porta.

Decorreram alguns segundos sem que ninguém contestasse. Na casa remava um silêncio sepulcral.

O guarda chamou segunda vez dizendo em voz alta:

—Cascabel (este era o apodo do guarda do monte Corbel), abre à policia civil ou descerrajamos a porta a tiros.

—Lá vai, lá vai; um pouco de paciência, que me estou a vestir,—contestou uma voz feminina.

Decorreram dois minutos. Dentro da casa ouviu-se um ruído como se arrastassem um pesado mueble o mudando de lugar. Depois abriu-se a porta apresentando-se uma mulher com um candil na mão.

Teria quarenta anos de idade, era alta, delgada, de cor cetrino e cabelo vermelho e enmarañado. Tudo naquela mulher indicava a falta de aseo; a primeira vista era verdadeiramente repugnante.

Ao ver tanta gente retrocedeu dois passos franzindo o entrecejo e disse:

—¿Que é isto?

—Isto é que vimos a te fazer uma visita a ti e a teu marido,—contestou um guarda.—¿Onde está Cascabel?

—Percorrendo o monte, porque há muitos dañadores. ¿Mas que lhe queriam Vds.?—Tu já sabes o que nós queremos,—acrescentou o guarda.[M]

—¡Eu!... Pois ainda que tivesse o dom da adivinanza,—exclamou fazendo uma careta a guardesa.[25]

—Vamos, menos palavras, e dinos onde tens ao menino.

—Pois se eu não tenho tido filhos nunca.

—Já que não queres a boas, pior para ti, falarás a más.

O guarda fez uma senha a seu colega, e apanhando à guardesa a cada um de um braço e lhe juntando os dedos polegares das mãos por trás das costas, lhe puseram o tornillo e a cadenilla de ferro.

A guardesa exalou um rugido de dor, e fazendo rechinar os dentes, disse:

—¡Vá uma façanha! ¡que valentes!

Todos escutavam o diálogo com grande interesse, quando de repente Fortuna começou a ladrar de um modo estrepitoso.

Ao extremo daquela sala-cozinha achava-se um enorme arcón velho e desvencijado. O cão escarbaba com fúria junto ao arcón.

—Aí está meu filho,—gritou dom Salvador.

Abriram o arcón: não tinha nada. O cão continuava ladrando e escarbando. A guardesa olhava a Fortuna com sombrios e recelosos olhos.

Atanasio e Macario tiraram o arcón daquele lugar e embaixo apareceu uma armadilha de madeira com uma argolla de ferro.

O avô lançou um grito de gozo, lançando para a armadilha. Um dos policia civis lhe deteve apanhando pelo braço e lhe disse: —Tudo andar-se-á, dom Salvador; mas dantes convém tomar algumas precauções. Esta mulher baixará diante. Atanasio, apanha a linterna e abre a armadilha.

O jardineiro levantou a armadilha. A baixada à gruta era muito rápida e resbaladiza. O cão Fortuna precipitou-se por aquele boquete negro ladrando de um modo furioso.

Os policia civis empurravam à guardesa adiante deles.

Atanasio alumbraba com a linterna; o cão que se tinha internado na gruta seguia ladrando ao longe.

Todos seguiram aqueles ladridos caminhando por um terreno húmido e resbaladizo, cujas estreitas paredes chorreaban água.

De repente ouviu-se uma voz débil que disse:

—Ah, Fortuna, ¿és tu, Fortuna? ¡Quanto te agradeço que venhas a me ver!

—É a voz de minha Juan,—gritou dom Salvador.

—Aqui, aqui, abuelito de minha alma,—voltou a dizer o menino.

Dom Salvador, que ia detrás, apartou a todos e se pôs diante, gritando:

—Alumbra, Atanasio, alumbra.

Então os claros reflejos da linterna alumiaram um quadro interessante: sobre um leito de carrizo achava-se Juanito com o traje em jirones e abraçado ao cão Fortuna que lhe lambia a cara gemendo dolorosamente.

O avô caiu também sobre aquele leito e se abraçou chorando a seu neto, e então o cão repartia por igual seus caricias entre o velho e o menino. Todos choravam, todos, menos a guardesa, menos aquela fera que olhava com olhos enjutos e torvo ademán o patético grupo que tinha diante e que lhe ia abrir a ela, a seu marido e a seus cúmplices as portas de um presídio.[N]


No povo recebeu-se a Juanito e aos expedicionarios jogando os sinos ao voo. A alegria foi imensa.[26]

Desde aquele dia olhou-se ao cão Fortuna com veneração.

Dom Salvador mandou fazer um bom retrato ao óleo do cão Fortuna e colocou-o em um lugar preferente de sua casa.

Ao pé deste retrato lia-se esta inscrição:

«Este cão chamou-se Fortuna e provou aos homens que tiveram a dita de lhe conhecer, que neste mundo o que semeia recolhe.»


NOTES

[1] —o rabo...colgante: note the use of the definite article instead of the possessive adjective before nouns denoting parts of the body, etc. lhe refers to olfacto and is needed for clearness since olfacto precedes the verb. via-se um povo, a town was seen, or one saw a town.

[2] —teria dois anos de idade, was probably about two years old: teria is the conditional of probability or conjecture.

[3] —que sem dúvida tinha pouco desenvolvido o órgão de caridade, whose organ of charity was doubtless not well developed. ¿Estará...? can tenho bê? This is the future of probability or conjecture. desgraçado do cão, unlucky is the dog. Note this idiomatic use of de . salve-se o que possa, let him save himself who can. —ia-lhe estrechando, were pressing in upon him. Ir, with the present participle, is often used instead of estar, in order to express progressive action.

[4] —faziam exclamar a todo mundo, made everybody exclaim. a disposição: many adverbial phrases are thus used without the definite article. tinha visto morrer a um filho ao ano de terminar..., tenho had seen a são die a year after completing.... aos seis meses de dar a luz..., six months after giving birth....

[5] —o avô e o neto are the subject of passavam.

[6] —tens a cara acendida como..., your face is as rede as.... Será, it is probably: future of probability or conjecture.

[7] —fué a esconder-se. In English one would say: went and hid. não tinha visto passar ao cão, had not seen the dog pass. Note the difference between the English and the Spanish word orders. This is usual.

[8] —me, te :datives of possession. foram saindo: See Footnote C.

[9] —não mo tem de dizer is about equivalent to não dizer-mo-á. tomar-me, to take (for myself): me is dative of concern or interest. a este cão chamar-se-lhe-á = chamarão a este cão. fortuna e não pouca tem sido a sua = tem sido fortuna, e sua fortuna não tem sido pouca.

[10] —sem que seu amo se envergonhasse, without his master feeling ashamed. o mais formoso de Fortuna, the handsomest thing about Fortuna. me :dative of concern or interest. Omit in translating. —Fray Luís de León (1528?-1591), a great Spanish mystic and poet.

[11] o: an expletive pronoun, often used for clearness when the corresponding noun object precedes the verb. o perder-lhe, to lose it. The article, which here modifies the infinitive, is not to bê translated.

[12] Aos oito dias, in a week's time. Note that oito dias, in certain expressions, means a week (the days at both ends of the week are counted).

[13] —sem intimidar-lhe os rosnados amenazadores, without being frightened by the threatening growls.

[14] —se calas-te, if you can bê still. ¿Mas onde estará esse maldito cão? But where can that accursed dog bê? Here estará is future of probability or conjecture. pagar-mas-á, I'll get even with him (literally, tenho will pay me for them: as is an indefinite pronoun here and may mean as más coisas, as ofensas, or something of the sort).

[15] —eram muitos e vantajosamente armados para vencê-los, were too many and too well armed (for him) to conquer them. In some expressions muito means too much and muito means too.

[16] —matariam is conditional of probability or conjecture. Here translate Indubitavelmente matar-lhe-iam, they undoubtedly killed him.

[17] —Se, why, or but.

[18] Que may bê omitted in translating. Perhaps dizes or some such expression was onze understood before que.

[19] ter-se-te-á caído, you must have dropped it.

[20] não se lhes dá, is not given to them. Note that the subject of follows the verb.

[21] —fazemos = faremos.

[22] —¿que será de Juanito ? what will become of Juanito?

[23] —A ninguém lhe ficou a menor dúvida de que... , to não one did there remain the slightest doubt that...

[24] —fazes-lhe fogo, you fire at him. Here the present indicative tens the force of an imperative.

[25] —Pois ainda que...adivinanza: she does not complete the sentence.

[26] —recebeu-se a Juanito, they received Johnny or Johnny was received.


EXERCÍCIOS

As divisões dos exercícios são:

A .Breve resumem ou cuestionario gramatical.

B. Modismos (Idioms). Aprender-se-ão de cor e empregar-se-ão para formar orações completas.

C. Cuestionario baseado no texto indicado e ao que contestar-se-á em espanhol.

D. Orações inglesas para traduzir ao espanhol.

[A] EXERCÍCIO I

A .1. ¿Qual é o artigo definido (determinado) que corresponde a :raça, vez, ar, fonte, sejam, suor, boca, pele, animal, ijar, respiração, homem, charco?

B. 1. De vez em quando. 2. Gota a gota. 3. Cair de plano.

C. 1. ¿De que raça era o cão? 2. ¿Qual era a cor de seu lombo? 3. Descreva você (Descreve) suas orelhas. 4.—seu focinho. 5.—seu rabo. 6.—sua mirada. 7.—sua boca. 8.—sua língua. 9. ¿Onde se detinha o cão de vez em quando? 10. ¿Que procurava (was tenho looking for) para apagar seu sejam? 11. ¿Qual era a estação (season) do ano,—a primavera, o verão, o outono, ou o inverno? 12. ¿Como parecia o pobre animal?

D. 1. The poor dog seemed tired. 2. The sweat was falling from the dog's tongue. 3. Tenho would stop (imperf.) in the shade of a poplar. 4. Tenho would raise his head. 5. Tenho was looking-for a pool where tenho might quench (= where to quench) his thirst. 6. The dog was (use ser or estar?) not handsome (formoso). 7. His mouth was[1] open. 8. His tail was (use ser or estar?) down (= falhem). 9. The dog had wolf-like ears. 10. Was it a dog or a wolf?

[B] EXERCÍCIO II

A. 1. ¿Qual é o plural de :corral, corpo, idade, pé, casa, mês, povo, sol? 2. ¿Qual é a forma feminina de : deserto, pobre, menor, abrasador, rompido?

B. 1. Por fim. 2. Deve de ter água. 3. Devia de ter água. 4. Acaba de chegar. 5. Acabava de chegar. 6. Tinha dois anos. 7. Teria dois anos (probabilidade ou conjectura). 8. Um pouco mais abaixo.

C. 1. ¿A que horas chegou o cão ao povo? 2. ¿Que acabava de dar doze campanadas? 3. ¿Quem se achava na primeira casa? 4. ¿Que estava a fazer a mulher? 5. ¿A quem se via cerca dela? 6. ¿Quantos anos teria o menino? 7. ¿Com que jogava? 8. ¿Que lhe gritou ao cão a mulher? 9. ¿Que lhe arrojou ela? 10. ¿Que lhe ensinou à mulher o cão?

D. 1. Near the woman was seen a child. 2. The child was-probably-about three years old. 3. It was playing with its shoes. 4. It was a day in the month of July. 5. The house did not cast the slightest shadow. 6. The clock had just struck twelve strokes-of-the-bell. 7. The dog pushed [open] the door with its muzzle. 8. The woman threw a stone at him. 9. The dog uttered a growl. 10. Then tenho showed her his teeth (colmillos).

[C] EXERCÍCIO III

A. Leia-se todo o bilhete mudando ao presente os verbos de tempo passado ("Já quase vai conseguir...ameaçando-lhe de morte.").

B. 1. Fechar-lhe o passo. 2. A direita. 3. A esquerda. 4. Dar na mosca. 5. Ameaçar de morte.

C. 1. ¿Quem era o homem que montava um cavalo? 2. ¿Era formoso o cavalo? 3. ¿Como chamavam ao cuadrillero? 4. ¿Que desenvainó ele? 5. ¿Era pequeno (small) o sable? 6. ¿Que gritava a gente? 7. ¿Com que seguia a gente ao cão? 8. ¿A onde olhou o pobre animal? 9. ¿Que llovían sobre o pobre animal? 10. ¿De que lhe ameaçou Cachucha?

D. 1. The dog is mad. Kill him. 2. The poor dog looked to the right and to the left. 3. The people followed him with sticks and scythes. 4. They threatened him with death. 5. The stones rained upon the animal. 6. Cachucha unsheathed a cavalry saber. 7. Tenho prepared to block his way. 8. The dog's situation was distressing. 9. Tenho was tired and tenho was thirsty. 10. The people were closing in on him on both sides of the street.

[D] EXERCÍCIO IV

A. 1. Mudem-se os adjectivos em paréntesis à devida forma: cabeça (alvo), conhecimentos (general), épocas (antigo), (pouco) dias, os (grande) homens. 2. Mudem-se os infinitivos ao presente de indicativo: Dom Salvador (ser) rico; aí (ir) um homem de bem; ele (ler) e (viajar) muito; nós (exclamar); nós (parecer).

B. 1. Todo mundo. 2. Um homem de bem. 3. Poucos dias dantes. 4. Também não faltam penas. 5. Ao ano de terminar.

C. 1. ¿Qual era o apellido (family name) de dom Salvador? 2. ¿Era pobre o senhor Bom? 3. ¿Era ignorante ou sábio? 4. ¿Que idade tinha? 5. ¿Como tinha passado a vida? 6. ¿Sempre tinha sido feliz? 7. ¿A quem tinha visto morrer? 8. ¿É boa carreira a de engenheiro de Caminhos e Canais? 9. ¿Que é um neto? 10. ¿Como se chamava o neto de dom Salvador?

D. 1. Mr. Bom was rich and charitable. 2. His head was white as (the) snow. 3. Tenho was probably about fifty years of age. 4. Everybody knew (use conhecer) Dom Salvador. 5. His daughter died six months after giving birth to Johnny. 6. Johnny was Dom Salvador's grandson. 7. Mr. Bom's são was an engineer of Roads and Canals. 8. Tenho died a year after completing his course. 9. Tenho had been a brilliant student (aluno). 10. Tenho had read much to advantage.

[E] EXERCÍCIO V

A. 1. ¿Que tempo gramatical (tense) dos verbos se usa para descrever condições ou circunstâncias passadas? 2. ¿Que tempo se usa quando um facto (act) se verificou (took place)?

B. 1. Ao abrir a porta. 2. Dava passo à rua. 3. Caiu de costas. 4. Embaixo do sofá. 5. Em cima de sua cabeça. 6. Ia diante. 7. A um tempo.

C. 1. ¿Que abriu Atanasio? 2. ¿A que dava passo a porta? 3. ¿Em onde entrou o cão? 4. ¿Em onde se refugiou? 5. ¿Embaixo de que mueble (piece of furniture) se escondeu? 6. ¿Quem se achava sentado no sofá? 7. ¿Quem invadiram o jardim? 8. ¿Quem ia diante? 9. ¿Que fazia girar ele? 10. ¿Que gritavam todos a um tempo?

D. 1. Twenty people invaded the garden. 2. They were giving cries of terror. 3. Cachucha was going before. 4. Tenho was whirling (= was making whirl) his saber over his head. 5. All were shouting: "Tenho is mad!" 6. The dog came in like a flash. 7. Tenho hid beneath the sofa. 8. Athanasius fell backward. 9. Johnny was (= found himself) seated on the sofa. 10. Tenho ran toward the little door.

[F] EXERCÍCIO VI

A. Explique-se (Explain) o uso da cada imperfecto e da cada pretérito de indicativo nesta página.

B. 1. Ao lado do cão. 2. É verdade. 3. Voltou-se. 4. Voltou a dizer. 5. Rogo-lhe a Vd. que nos perdoe.

C. 1. ¿Que apanhou dom Salvador? 2. ¿ De que estava enche a jofaina? 3. ¿Em onde pôs a jofaina dom Salvador? 4. ¿Que começou a fazer o cão? 5. ¿Que agitava? 6. ¿Que abriu Cachucha? 7. ¿Que não bebem os cães rabiosos? 8. ¿A quem pediu perdão Cachucha? 9. ¿Por que lhe pediu perdão? 10. ¿Era boa ou má a intenção de Cachucha?

D. 1. Tenho put a basin full of water on the floor. 2. The basin was beside the dog. 3. The dog drank the water. 4. Is it true that (the) mad dogs do not drink water? 5. Was the dog wagging his tail? 6. A dog wags his tail when tenho is happy. 7. Are mad dogs happy? 8. Cachucha turned around and said: 9. "Why did you not tell me that tenho is not mad?" 10. Não one answered, and Cachucha sheathed his sword.

[G] EXERCÍCIO VII

A. Substitúyanse os nomes pela devida forma do pronombre pessoal: estendeu a bengala; para assinalar a planta; em cima da bengala; sacou-lhe o lenço; fué a apresentar-lho a Juanito; achavam-se no jardim; fez rir ao avô; levando-lhe os sapatos; o cão dormia.

B. 1. As patas traseras. 2. As mãos do cão. 3. Achavam-se no jardim. 4. O cão seguia-lhes. 5. Dió um salto.

C. 1. ¿Quem é Fortuna? 2. ¿Como tendeu a bengala dom Salvador? 3. Então ¿que dió Fortuna? 4. ¿Sobre que ficou depois? 5. ¿Que voltou a fazer dom Salvador? 6. ¿Que voltou a fazer Fortuna? 7. Desta vez (This time) ¿como ficou o cão? 8. Quando Juanito estornudó ¿que fez Fortuna? 9. ¿Em onde encontrou o lenço? 10. ¿Onde estavam dom Salvador, Juanito e Fortuna?

D. 1. Dom Salvador estendam the cane which tenho held in his hand. 2. Fortune gave a leap over the cane. 3. Dom Salvador estendam the cane again. 4. Fortune jumped again. 5. The dog remained with his front feet resting on the ground. 6. Tenho remained with his hind feet in the air. 7. One day Fortune put his nose in Johnny's pocket. 8. Tenho pulled out Johnny's handkerchief. 9. Then tenho presented it to the boy. 10. The dog always followed (say: followed always) Johnny.

[H] EXERCÍCIO VIII

A .1. ¿Por que têm o acento: fazendo-lhe, rasgando-lhe, defendendo-se (fazendo, rasgando e defendendo não têm acento)? 2. ¿Que formas do verbo são: derrubo, derrubou; lanço, lançou; grito, gritou?

B. 1. Acercaram-se. 2. No mesmo momento. 3. Pôs-se em pé. 4. Fazendo-lhe rodar. 5. Rasgando-lhe o vestido.

C. 1. ¿Quem é a Polónia? 2. ¿A quem ajudaram a se levantar Juanita e Polónia? 3. Quando o homem se pôs em pé ¿a quem apanhou? 4. ¿Que fez a menina mendiga ao mesmo tempo? 5. ¿Com a ligereza de que animal? 6. ¿Que fez Fortuna? 7. ¿Que rasgou em jirones? 8. ¿Que lançou a menina? 9. ¿Como se defendeu do cão? 10. ¿Qual era a idade da menina?

D. 1. The beggar girl jumped to her feet. 2. She seized Johnny by the neck. 3. The dog threw himself upon her. 4. Tenho tore her dress into shreds. 5. The girl defendam herself with courage. 6. She was not more than twelve years old. 7. Johnny was a little boy. 8. She made him roll on the sand. 9. Polónia was terrified. 10. They were in a dry (seco) ravine.

[I] EXERCÍCIO IX

A .1. Explique-se o uso de a em ao ver a Polónia. 2. ¿Qual é o sujeito do verbo em lhes estranhando a tardanza de Juanito?

B. 1. Cerca do povo. 2. Vió vir gente. 3. Iam em seu procura. 4. Ao ver a Polónia. 5. Caiu de joelhos.

C. 1. ¿Qual era o mês em que se verificou (took place) o sequestro (kidnaping) de Juanito? 2. ¿Fazia frio ou fazia calor? 3. ¿A quem vió vir para ela Polónia? 4. ¿Onde estava ela? 5. ¿Que estranhava dom Salvador? 6. ¿Quem acompanharam (accompanied) a dom Salvador? 7. ¿Que tiraram das mãos da Polónia? 8. ¿Que tiraram da boca (mouth) da Polónia? 9. Ao ver a Polónia ¿que lançou dom Salvador? 10. ¿Estavam perto ou longe (far) do povo?

D. 1. This sudden change of weather is frequent in the month of August. 2. Dom Salvador and the maior were near the town. 3. They saw people coming toward them. 4. The people were running and running. 5. Dom Salvador was surprised at Johnny's delay. 6. Tenho went in search of him. 7. When Dom Salvador saw Polónia, tenho guessed everything. 8. Polónia was gagged and with her hands tied. 9. The maior uttered a cry of terror. 10. Then tenho fell on his knees at Dom Salvador's feet.

[J] EXERCÍCIO X

A .1. Em matar-lhe-ão ¿qual é a colocação do pronombre pessoal respecto do verbo (precede ou segue ao verbo)? 2. Em acompanhar-lhes ¿qual é a colocação de lhes? 3. ¿Qual é a regra? 4. ¿Há outras formas do verbo às quais segue o pronombre? ¿Quais são?

B. 1. Saíram à rua. 2. Ficaram. 3. Opuseram-se. 4. Ao saber a desgraça.

C. 1. ¿Quem tinham ido ao saber a desgraça de Juanito? 2. ¿Que perdeu a Polónia? 3. ¿Quem saíram em procura da carta? 4. ¿Por que não os acompanhou dom Salvador? 5. Quando saíram à rua, ¿que os deslumbró? 6. ¿De que foi seguido o relâmpago? 7. ¿Onde ficou o médico? 8. ¿O pobre Juanito estará perdido? 9. ¿Quem matar-lhe-ão? 10. ¿Por que?

D. 1. Some neighbors remained in the company of (= accompanying) Dom Salvador. 2. The maior and Cachucha went out in search of Johnny. 3. Polónia tens lost the letter. 4. If they do not find it, Johnny will bê lost. 5. The kidnapers will kill the boy if Dom Salvador does not give them the money. 6. The physician and the parish-priest are Dom Salvador's neighbors. 7. They came on learning Johnny's misfortune. 8. A flash-of-lightning dazed the physician. 9. A frightful crash-of-thunder followed the lightning. 10. Heavens! exclaimed the physician in despair.

[K] EXERCÍCIO XI

A .1. Explique-se o uso da preposición a em : olhando fixamente ao idoso; ao ver a Fortuna; para olhar a seu amo. 2. ¿É diferente o uso de a em: começou a lamber-lhe as mãos a dom Salvador?

B. 1. A porta abriu-se. 2. Acercou-se ao sofá. 3. Coberto de lodo. 4. Ao ver a Fortuna. 5. ¡És tu! 6. O cão deteve-se.

C. 1. ¿Que se abriu pouco a pouco? 2. ¿Que assomou pela porta? 3. ¿De que estava coberto Fortuna? 4. ¿A quem olhou fixamente o cão? 5. Logo ¿que começou a fazer Fortuna? 6. ¿Que fez o idoso ao ver ao cão? 7. ¿Por que o fez? 8. Após ladrar três vezes ¿a onde se dirigiu Fortuna? 9. ¿Para que se deteve na porta? 10. ¿Que queria dizer o cão?

D. 1. The dog awoke Dom Salvador. 2. Tenho licked Dom Salvador's hands. 3. On seeing the dog, the old man sat-up on the sofa. 4. "Ah!" tenho exclaimed, "is it you, Fortune"? 5. The presence of that loyal dog caused him (an) immense joy. 6. The dog barked twice and then tenho made his way toward the door. 7. Fortune stopped in the door, in order to look at the old man. 8. Dom Salvador understood him perfectly. 9. The dog came to say to him: 10. "If you follow me, I shall take you where your são is."

[L] EXERCÍCIO XII

A . Corrijam-se estas frases: todos iam armado; resolvidos a salvar Juanito; tomou uma senda que conduziu ao monte; voltando de vez em quando sua cabeça; em vez de baixando ao barranco; a noite era sereno; as demonstrações do cão; o cuadrillero em cavalo.

B. 1. Ia diante. 2. A pé. 3. A cavalo. 4. Voltou a cabeça. 5. De vez em quando. 6. À esquerda.

C. 1. ¿A quem seguiram todos? 2. ¿Quem seguiram a Fortuna? 3. ¿De que iam armados todos? 4. ¿Que alumiava a terra? 5. ¿Como a alumiava? 6. ¿Ia diante Fortuna ou seguia aos demais (others)? 7. ¿Para que voltou a cabeça Fortuna? 8. Quando chegaram à ponte ¿torceram à direita (right)? 9. ¿Por onde caminhavam? 10. ¿A que conduzia a senda que tomaram?

D. 1. The dog was turning his head from time to time. 2. Tenho arrived at the bridge and went down into the ravine. 3. Instead of crossing the ravine, tenho took a path that led to the wooded hill (s). 4. Dom Salvador and four house servants followed the dog. 5. Dom Salvador was going on horseback and the servants were going afoot. 6. All the men were armed with guns. 7. The old man was resolvam to save the boy. 8. The animal knew where the kidnapped boy was. 9. Fortune was going ahead and all were following him. 10. That dog was nobre and intelligent.

[M] EXERCÍCIO XIII

A .1. Súplanse as palavras que faltam: compunha-se de baixo;—— disse em muito—— baixa; é homem de maus ——; todo mundo pé a ;——tem a linterna prevenida por se faz——; se vês algum que quer se escapar, lhe fazes ——; esta umbría que—— de cruzar. 2. Corrija-se: o cão chego à porta; todos ouviu este gemido; naquela casa; naquela casa; em voz muito baixo; tem sido em presídio; teu chá põe de sentinela; a tapias do corral.

B. 1. Voltou-se. 2. Pelo menos. 3. Baixinho. 4. Acabamos de cruzá-lo. 5. Todo mundo. 6. Por se faz falta.

C. 1. ¿De quantos andares se compunha a casa? 2. ¿De quem era a casa? 3. ¿Que olfateó o cão? 4. ¿Onde tentou introduzir o focinho Fortuna? 5. ¿Era homem de bons antecedentes? 6. ¿Quem lhe tinha apontado em seu livro? 7. ¿Por que? 8. ¿Quem entrarão na casa adiante dos demais (others)? 9. ¿Que fará Cachucha? ¿Que fará Atanasio? 10. ¿A quem procuravam naquela casa?

D. 1. The dog knew that the boy had been in that house. 2. It was a house of (de) two stories (andares), the ground floor and the upper (alto) story. 3. The kidnaper had been in jail. 4. Everybody went into the house. 5. The loyal and intelligent dog went before. 6. The kidnaper wished to jump over the wall. 7. Cachucha saw him and fired at him. 8. The dog uttered a whine peculiar to his race. 9. Cachucha did not hear the whine that Fortune gave. 10. There did not remain the slightest doubt that Johnny was there.

[N] EXERCÍCIO XIV

A .1. Súplanse as preposiciones que faltam: precipitou-se—— aquele boquete; apartou—— todos; voltou—— dizer; é a voz—— minha Juan; agradeço-te que venhas—— me ver; caminhando—— um terreno húmido; seguia ladrando—— o longe; empurravam—— a guardesa. 2. Corrija-se: diante eles; aqui; é meu Juan voz; senhor Salvador; dom Bom; uma voz débil; uma voz débila; ¿é tu?; aquele negro boquete; ¡quanto te agradeço que vens a me ver!

B. 1. De um modo furioso. 2. Ao longe. 3. De repente. 4. Voltou a dizer. 5. Ia detrás. 6. Pôs-se diante.

C. 1. ¿Que levantou o jardineiro? 2. ¿Como era a baixada à gruta? 3. ¿Como ladraba Fortuna? 4. ¿Com que alumbraba Atanasio? 5. ¿Que chorreaban as paredes da gruta? 6. De repente ¿que se ouviu? 7. ¿Que disse a voz? 8. ¿Que gritou dom Salvador? 9. ¿Que voltou a dizer o menino? 10. Pondo-se diante ¿que gritou dom Salvador?

D. 1. The ground will bê very damp and slippery. 2. The men will raise the trap door and go down. 3. The descent will bê steep and very slippery. 4. Suddenly a strong voice will bê heard which will say: 5. "How grateful I am that Fortune is looking-for (use procurar) Johnnie." 6. It will not bê the voice of Dom Salvador. 7. It will bê the voice of Athanasius who will bê following the dog. 8. Fortune will bark furiously. 9. Dom Salvador who is going behind will put himself before them. 10. How grateful tenho is that we have found his darling Johnny.


ABBREVIATIONS

adj. adjective

adv. adverb

aug. augmentative

cf. compare

cond. conditional

dat. dative

def. art. definite article

dim. diminutive

dir. obj. direct object

exclam. exclamatory

f. feminine

fut. future

imp. imperfect

imper. imperative

inf. infinitive

interj. interjection

interr. interrogative

irr. irregular

lit. literally

m. masculine

past part. past participle

perf. perfect

pers. person

pl. plural

prop. noun proper noun

pres. part. present participle

pret. preterite

pron. pronoun

sing. singular

subj. subjunctive

trans. translation

ie, i, or ue, in parenthess, denotes that the verb is radical-changing.


VOCABULARY

A

a to, at, in, into, within; from

abaixo below; mais—farther down; boca—face down; pelo barranco—down the ravine

lançar-se rush, throw oneself

aberto,-a ( past part. of abrir) open, opened

ablandar(se) soften, relent

abrasado,-a burned, burning, scorched

abrasador,-a scorching, burning

abraçar(se) embrace, put one's arms around (something); abraçado (a) with his arms around

abrir open; —o apetito give an appetite; a porta abriu-se the door opened; ao— on opening

o abuelito dim. grandpa dear, dear grandfather

o avô, a -a grandfather, grandmother

a abundância abundance; com— abundantly, copiously

here; por here,—this way

acabar finish; —de (+ inf.) finish (+ pres. part.) or have just (+ past part.)

acariciar caress, stroke

acercar-se (a or para) approach, draw near (to), come

acompanhar accompany;

acompanhando a in the company of

aconselhar counsel, advise, suggest

o acontecimento event

ir (a) come to help, go for help (to), resort to

¡adiante! come in! forward! go ahead!

o ademán attitude, expression

adentro within

a adivinanza divination; mind reading

adivinhar divine, guess, understand

aonde where

adormecido,-a drowsy.

afable affable

afirmativo,-a affirmative.

aflictivo,-a troublesome, painful

afligir afflict; —se bê afflicted or worried; não se aflija você tanto do not take it to heart so deeply

felizmente fortunately

a agilidad nimbleness

agitado,-a agitated.

agitar agitate, move, brandish, shake, wag; —se move, stir

agostador,-a burning, shriveling

agosto m. August

agradável agreeable, pleasant

agradecer bê thankful (for)

agradecido,-a grateful o agradecimiento gratefulness, appreciation, gratitude

agradeço pres. ind., 1st pers. sing., of agradecer

agressivo aggressive

a água, f. water

agudo,-a acute, sharp

¡ah! ah! oh!

there; por there;——têm-no vocês behold him now, there tenho is

afogar choke, smother; —se bê choked or stifled; smother

agora now, presently; —mesmo just now

afugentar put to flight, drive away

o ar air; —livre open air, fresh air; por —o up in the air

ao = a + o: —falar on speaking

o álamo poplar, cotton-wood, aspen

o alarme alarm

o alboroto uproar, tumult

o prefeito maior

o alcance: pôr-se ao—come within reach

a alegria merriment, joy; com, de joyfully.

o alfiler pin

o tapete carpet, rug

a alforja saddlebag

a algazara shouting, uproar

algo something, somewhat; —mau something bad, some bad things

algum or algum,-a some, any, some one, any one; —-a coisa something, anything

a aliança alliance, relationship, friendship

alimentar feed, nourish; —se take nourishment

o alimento food

a alma f. soul; de meu—beloved, darling; com toda o—deeply, sincerely

o almendro almond tree

a almilla camisola

altísimo,-a very high

alto,-a high, tall; loud; no mais—on the highest part, on the top; em voz -a in a loud voice

alumbrar light, give a light

alçar raise; —se arise, bê visível

there; o a mais—still another; —vai I am coming

ali there; por (by)—that way

a ama f. lady of the house, mistress;—de governo housekeeper

a amapola (rede) poppy

amargamente bitterly

amarillento,—a yellowish; vermelho—reddish yellow

ambos,—as both, the two

amenazador,—a menacing, threatening

ameaçar (de) menace, threaten (with)

ameno,—a pleasing, delightful

a americana (sack) coat

amigo,—a friend.

o amo,—a master, mistress, housekeeper; ¿como ama? what do you mean by housekeeper?

o amor (a) love (of)

amordazar gag

o anca, o—s haunch (é), hip(s), crupper

o idoso, a—a old or aged man, old or aged woman

largo,-a wide.

andar walk, go, go about, bê; ¡anda! come! vamos andando let us bê going; tudo andar-se-á we'll see to it, everything will bê doe in due time

andrajoso,-a ragged.

estreito,-a narrow.

angustioso,-a painful, distressing

o animal animal, brute; wretch

anonadar cast down, annihilate; stun

ansioso,-a (de) anxious, eager (to)

ante before, in the presence of;—tudo, first of all

o antecedente antecedent, preliminary; de mauss with a bad record

dantes before, first; —de (+ inf.) before; —(de) que (+subj.) before; —de comer before eating

antigo,-a old, antique; former

antojar(se) (used only in the third pers.): antojársele a um take a fancy, seem good to any one; se lhes antoja they have a notion (to)

anunciar announce, predict

acrescentar add

no ano year; ter...—sbê...years old; ao— da year after

apacible peaceful, quiet, pleasant

apagado,-a faint, low (voice)

apagar quench

aparecer appear

aparejar saddle, rig

a aparência appearance

apartar push aside;—-se leave, turn away, go away

mal hardly, scarcely; as soon as

apercibir perceive

o apetito appetite

aplastarse flatten; foram a em— were flattened against

o apodo nickname

apoiado,-a leaning (on), resting (on)

apoiar(se) support, leiam, rest (on); press; apoia-te leiam on me

aprender learn

a aproximação proximity, approach

apontar make a note of; aim; apontando-lhe aiming at him; tem-lhe apontado tens his record

aquele, aquela adj. that; aquele, aquela, aquilo pron. that (one); todo aquilo everything

aqui here; —tens here is; por here,—this way

o arañazo scratch

a árvore tree

o arco arch

o arcón aug. large chest

ardente ardent, burning

a areia sand

a argolla large ring

a arma f. weapon

armado,-a armed.

o armero gun-rack

a árnica arnica

arrasar fill; os olhos arrasados em lágrimas one's eyes filled with tears

arrastar-se drag along; crawl, creep

ajoelhar(se) kneel (down); ajoelhado,-a kneeling.

arrojar throw (at)

o asco nausea, fear; dão-lhe—as escopetas tenho is afraid of guns

o ascua f. rede-hot coal; —s de fogo burning coals assegurar assure; já se pode—you may bê tire sure

o aseo cleanliness

assim so, thus, like that, such; —as coisas thus matters stood;—dí-lo that is the way tenho expresses it

assomar appear, show, stick out; —se peep over, look in or out

assombrar astonish; assombrado de amazed at

o assunto business, affair, matter

atacar attack; atacado de attacked by

a atadura bond, cord

Atanasio Athanasius

atar tie, bind

a atenção attention

aterrorizado,-a terrified.

o átomo atom

atrever-se (a) dare, make bold

aturdir confuse; não me aturdas os ouvidos do not make me deaf.

o aullido howl

o aumento: ir em increase.

ainda or ainda even, yet, still

ainda que although, even if

o auxilio aid, help; pl. assistance

avançar advance

a avaricia avarice; com—greedily

a avenida freshet, flood

envergonhar-se (ue) bê ashamed; sem que seu amo se envergonhasse without his master's being ashamed

ajudar(a) help, assist (in); ajudado de assisted by

a prefeitura town or city council

azorado,-a terrified, trembling

B

¡bah! pshaw!

a baixada descent

baixar descend, come down (stairs); get off; lower

baixo,-a low; o andar—the ground floor; adv. in a low voice, in an undertone; prep. under, beneath

o barranco ravine; o—dessa ponte the ravine under that bridge

bastar suffice, bê enough; basta (já) this is enough

a bengala cane

o bebedero watering trough

beber drink

bendito,-a ( irr. past part. of abençoar) blessed

o bem good, welfare; homem de honest—man

bem well; está—it is all right; ¡está—! very well! se—although

alvo,-a white; o—mark, target

blandir brandish

a boca mouth; —abaixo face down

o bolsillo pocket

bondoso,-a kind, kindly

o boquete narrow entrance, opening

bordear border

o bosquecillo dim. small grove, clump of trees

o braço arm

brilhante brilliant, shining

o brinco bound, jump; de um— with a bound

bruscamente brusquely, roughly

brutal brutal

brutalmente brutally

o bruto brute

bom(ou),-a good; a boas willingly

procura-a: em seu—in search of him (her)

procurar look for

C

o caballejo dim. nag

a caballería cavalry; mount (such as horse, mule, donkey, etc.)

o cavalo horse; a -on—horseback

o cabelo hair; pl. hair

a cabeça head

a cabra goat; caminho de s goat trail

Cachucha a nickname; cap

a cada each

o cadáver lifeless body, corpse

a cadenilla dim. (small) chain

cair(se) fall; caído falhem, (tail) between his legs

caí,-íste,-yó, etc., pret. of cair

a queda fall; —da tarde bate in the afternoon

calcinar calcine, scorch

cálido,-a warm.

quente hot, warm, fresh (trail)

o calor heat; horas de hot—hours, hot part of the day

caluroso,-a hot.

calar(se) bê silent; ¡cala! ¡rua! hush! I say! gracious! listem!

a rua street

a cama bed; à—to bed

mudar change, exchange; —o de lugar change its position

a mudança change; em in—exchange, on the other hand

caminhar walk, go, travel, move along

a caminata walk

o caminho road, way, path; pôr-se em leave,—start

o sino bell; jogando o—s ao voo with a furious ringing of the bells

a campanada stroke (of the bell)

campestre rural, in the country

o campo country, fields

o canal canal

a canana cartridge belt

o canario canary bird

o candil (Spanish) lamp (with wick floating inoil )

a canícula dog days

canino,-a canine.

cansado,-a tired.

a cana reed, cane

o cañon barrel (of gun); escopeta de dois—é double-barreled gun

o capitão captain

o capítulo chapter

a cara face; pôr-se à—aim

a carabina rifle

a gargalhada (loud) laugh, laughter; soltar a (or uma)—burst out laughing

a caricia caress

a caridade charity

caritativo,-a charitable.

a carreira career, course (of study); —de engenheiro course in engineering; à—, em uma—in a hurry, on the run

a estrada highway, "pike"

o carrizal patch of reeds

o carrizo sedge, reed

a carta letter

o cartucho cartridge

a casa house; a home;em at—home, in the house;

cerca de near—home; —de povo town house

o cascabel small bell

Cascabel nickname

quase almost

o caso case; fazer—(de) pay attention (to), heed

a categoria category, rank, class

o cauce bed of a stream, stream

causar cause

cavar dig

caindo pres. part. of cair

caiu pret. 3d pers. sing., of cair

o caçador hunter

cenar sup, take supper

centellear sparkle, glisten

a sentinela sentinel; pôr-se de bê posted or serve as sentinel

o centro center, middle

cingir (i) encircle, gird on, fit closely; cingido ao corpo tightly fitting

perto (de) near; —dela by her side

fechar (ie) close, shut, bar; —lho passo block his way

cessar cease

cetrino: de cor— lemon-colored

cego,-a blind.

o céu sky, heaven

cem(to) (one, a) hundred

cinco five

o cinto belt

a cintura waist

o cinto belt

ciñendo pres. part. of cingir

a clareza clearness, brightness, light; com— toda plainly, clearly

clarísimo,-a very clear, bright

claro,-a clear, bright; ¡!of course!

o cobertizo shed

cobrizo,-a copper-colored.

cobiçar covet, long for

apanhar, catch, pick up, take (out), take hold of, seize

a bicha tail

o colégio academy, private high school

colgante hanging (down), hanging out

o colmillo fang, tusk

colocar place, put

a cor cor

o colar colar (for a dog)

começar (ie) commence, begin

comer eat, dine

comestible eatable; o—s eatables

como as, as if, provided, how, like; —que as, since; ¿como? (¡como!) how? (!) why? (!) what?

compadecido,-a movam to pity

o colega companion, colleague

completo,-a complete, perfect; por completely.—

o or a cúmplice accomplice

compor compose; repair; só se compunha de andar baixo consisted of only one floor

compreender understand; já compreendes of course you understand

com with

conceder concede, grant

conduzindo: see conduzir

conduzir lead, conduct, take

confiar (em) confide, trust (to, in), intrust

a conmoción commotion; pôr em arouse,—throw in commotion

comover (ue) move, stir, touch; —se bê touched, movam

conhecer know; conheceu-se tens been known; ter conhecido a você have made your acquaintance

o conhecimento knowledge, attainment; consciousness

conseguir (i) attain, succeed (in); conseguiram...que dom Salvador tomasse got Dom Salvador to take

conseguiu,-ieron pret., 3d pers. sing. and pl., of conseguir

constar bê clear, evident; appear; mas conste but I beg you to believe

consultar (com) consult; —lhe consult with him upon

o contacto contact

contar (ue) count, tell;—com count on

a contemplación contemplation, examination

conter restrain, hold

contestar answer

continuar continue; continuou seu caminho tenho continued on his way

contra against, toward

convir suit, bê fitting; convém it is best

a conversa conversation

copudo,-a leafy, with dêem-se foliage; domed

o coração heart; de todo—most heartily

a corbata cravat, necktie

Corbel prop. noun

corpulento,-a corpulent, large

o corral yard

correr run, flow; —pela frente run down his face

a coisa thing; é—is something

a costa coast

crer believe, think

o crepúsculo dusk, twilight

crendo pres. part. of crer

o criado, a -a servant.

o criminoso criminoso

cruzar cross

a quadra stable

o cuadrillero patrolman

o quadro picture; —(de terra) plot or bed (in a garden)

qual which, what; like, as; o(a, o)—who, whom, which

¿qual? which?

qualquer(a) any, any one; a parte— anywhere

quando when; de ——em , de vez em now—and then

¿quando? when?

quanto,-a ( interr. and exclam. quanto) how much; pl. how many, all that

quarenta forty;—e oito forty-eight

quatro four; a few;—dias depois a few days later

coberto irr. past part. of cobrir

cobrir cover

a faca knife; —de monte hunting knife

o pescoço neck

a conta account; dar-se—(de) realize

o corpo body

custa-a hill, slope

a questão question, matter

a gruta cave, cellar; pela— from the cellar

o cuidado care, worry; ¡! bê careful! look out! ter bê careful; não

tenha você—dom't worry

a culata butt (of a gun)

a cimeira summit, top

cumprir comply (with), carry out, complete; —a pé da letra comply with word for word

a cuneta ditch, drain

o cura (parish) priest; o senhor—his Reverence

curar cure, heal

cujo,-a whose, of whom, of which, which

Ch

o chaleco waistcoat, vest

os chaparrales thicket, brush

o charco pool

chorrear drip

D

o dañador evil-doer, villain

dano harm, injury; fazer—(a) hurt, harm, do harm

dar give, strike (the hour); —em hit; —a luz give birth

de of, from, by, with, in, than; do (= de + o) que (—a que) of whom, of which; o carrizal—a esquerda the patch of reeds on the left

embaixo below, underneath; —de under, below, beneath

dever owe; must, ought, should; —de must; deve ver-se should bê visível; deve ter there must bê; devesse (+ inf.) ought to

débil weak

a debilidade weakness, faintness

decidir decide; —se (a) decide

dizer say, tell, speak; é—that is to say, I mean; dei tell them

decretar decree

o dedo finger; —polegar thumb

deduzir deduze

deduzi,-iste,-ou, etc., pret. of deduzir

defender (ie) de defend (against)

o defensor defender

definir define

deixar let, leave, cease; —de , —se de cease, stop, fail;

não—de bê sure to; deixa-lhe leave him alone

do = de + o

diante before, first, ahead, in front; —de before, in front of; tinha—she had before her

a delantera front; na—in front

delgado,-a slim, thin

a delicadeza delicacy; com—tal so carefully

delicado,-a delicate.

a demonstração demonstration

demonstrar (ue) show, prove

a dentadura (set of) teeth

dentro (de) within; —de um momento in a little while

deparar give, grant, bestow (upon)

direito,-a right; —a, à—a, pela—a to the right (hand)

derrubar knock down, throw to the ground

a derrota rout, defeat of an army

desabrochar unbutton

desagradecido,-a thankless, ungrateful, ingrate

desaparecer disappear

desenvolvido,-a developed; pouco—not greatly developed

desenvolver develop

desbordar(se) overflow its bank

descansar (se)rest

descer (ie) descend

descerrajar break the lock (of), smash in

descolgar (ue) take down (from the hook)

descompuesto,-a changed, disturbed, distorted

desconhecido,-a unknown, strange; not recognizable

descorrer draw (a curtain)

desde since, from; —hoje from now on; —que since, after

o infortúnio misfortune, trouble

desejar wish, desire

desenvainar unsheathe

o desespero desperation, despair

desfallecido,-a faint.

a desgraça misfortune

desgraçado,-a unfortunate; —do cão unlucky is the dog

deserto,-a deserted.

deslumbrar dazzle

desmaiado,-a in a faint

desmaiar-se faint

despachar dispatch, finish; get through; hasten

acordar (ie) awake, arouse; ao—on awaking

depois later, afterwards, then; —de after.

desvencijado,-a rickety.

detalhadamente in detail, minutely

deter(se) stop, detain

detenham pres. subj. of deter

detrás behind; por behind.

detive,-iste,-ou, etc., pret. of deter

devolver (ue) return, give back

devorar devour

dei, deste, dió, etc., pret. of dar

dei imper., 2d pers. sing., of dizer

no dia day; de ——em from day to day

o diabo devil

o diálogo dialogue

diz pres. ind., 3d pers. sing., of dizer

dizendo pres. part. of dizer

a dita happiness, good fortune

dito irr. past. part. of dizer

o dente tooth

desse,-n imp. subj. of dar

deram pret., 3d pers. pl., of dar

dez tem; as—tem ou'clock

digo pres. ind., 1st pers. sing., of dizer

disse, disseste, disse, etc., pret. of dizer

dile tell him

o dinheiro money

o dintel threshold

Deus God; por for—Heaven's sake; ¡—meu! dear me!

direi,-ás, etc., fut. ind. of dizer

a direcção direction; em — a in the direction of, towards

dirigir-se (a) direct one's steps (toward), turn (to)

desagradar displease; desagrada-me I dom't like (it)

disparar shoot (off), fire (off)

dispor dispose, order; —se arrange, prepare

a disposição disposition, order, mood, disposal; a at— the disposal

disposto past part. of dispor; adj. disposed, ready

dispus,-iste,-ou, etc., pret. of dispor

a distância distance; a curta—at a short distance; de away.

distinguir distinguish; parecia—se there seemed to stand out

dividir divide; vou a lhe—ao meio I am going to cut him in two

doze twelve; às—at twelve ou'clock

a dor pain, grief

dolorosamente painfully, dismally

doloroso,-a sad, painful, dismal

dom Dom (a title of respect used before Christian names only)

o dom gift

onde (interr. onde) where, (in) which; a where;em in or on which; por through— which; ¿—? ¿a ?—where?

dormir (ue) sleep

dois two

a dúvida doubt; sem—doubtless

duvidar doubt, hesitate; —de doubt.

dudoso,-a doubtful, uncertain

doce sweet, soft, gentle

durante during, for

durar last

dormindo pres. part. of dormir

duro,-a hard.

o duro 5 peseta piece (=normally one Ou.S. dollar or 4 British shillings)

E

e and (before initial i or hi)

jogar throw; begin; —de menos miss; —o sino ao voo ring the bell furiously; —se throw one self down, envolva down

a idade age; tem muita—is advanced in age

educar educate, bring up, develop

efectivamente really, in fact

executar execute, carry out; —se bê executed

o exemplar copy

exercer perform, exercise

o exercício exercise

o exército army

o, a, o, os, as the; o (a, etc.,) de that of, the one of; o (a, etc.) que tenho (she, etc.) who, the one who; ao (=a + o) que to the one who or whom; ao (+ inf.) on, in (+ pres. part.); o que that which

ele, ela, isso tenho, it; she, it; it; lhe, a, o him, it, you; her, it, you; him, it, you; lhe to him, her, it, you; eles, elas they; os, as them, you; lhes to them, you; (after a preposition) ele him, it; ela her, it; isso it; eles, elas, them

elevado,-a high.

elevar eleva-te, raise

ela, eles, elas, isso: see ele

embargo: sem—nevertheless

a emboscada ambuscade, ambush

empapado,-a drenched, soaked

empregar employ

empolvado,-a dusty, covered with dust

empreender undertake, begin; —a galope start on a gallop

empurrar push, push open, shove

em in, on, into, at, to, within

encaminhar-se start on one's way; deve—a should bê directed toward

encapotarse cloud over

ignição,-a burning, hot, rede (with heat), flushed

encerrar (ie) inclose; encerra-se is contained, inclosed

a enciclopedia encyclopedia

em cima (de) on, upon; on top (of); de de— from; por — de above, over

a encina oak (the so-called evergreen oak)

enclavado,-a nailed, rooted

encomendar-se (ie) commend oneself

encontrar (ue) meet, find; —se bê, feel

encoberto irr. past part. of encobrir

encobrir (de) cover (with)

o encontro meeting

o inimigo, a —a enemy; sou—de I dislike to

a doença illness, disease

enjuto,-a dry.

enmarañar tangle, dishevel

enorme enormous

enrojecido,-a reddened.

alargar broaden

ensayar(se) rehearse; como se se tivessem ensayado as if they had rehearsed it

ensinar teach, show; —se bê taught

entender (ie) understand; —se understand each other, have an understanding, come to an agreement

inteirar(se) (de) inform, acquaint (oneself) (with), find out

a entonación tone, accent

então then

entornado,-a closed but not fastened, slightly maltratar

a entrada entrance

entrar (em) enter; bring, take; —se (em) enter, go (into)

entre between, among, in

o entrecejo space between the eyebrows

entregado,-a given over, given up;—a engaged in, busied with

entregar deliver, hand (over)

envainar sheathe

a época epoch, time

era imp. ind. of ser

és pres. ind., 2d pers. sing., of ser

erguido,-a erect.

arrepiado,-a bristling, standing on end

é: see ser

escapar-se escape

escarbar scratch, dig

esconder-se hide; fué a went—to hide, hid

a escopeta gun; —de dois canhões double-barreled gun; pôs-se a—à cara (tenho put the gun to his cheek =) tenho aimed

escutar listem (to)

esse,-a,-vos,-as adj. that, those; esse,-a,-vos,-as, isso pron. that (one), those; isso é that's it; isso de all this about

o esforço effort

esgrima-a fencing

espacioso,-a spacious.

as costas back; de s backwards; estar de s have one's back turned; à—behind one's back

espantar terrify

o espanto terror

horrível,-a frightful, terrível

o espelho looking-glass

esperar hope, wait for, expect, await; meet

o espessar thicket

espesso,-a heavy, thick, dêem-se

esquivar:—o corpo dodge

a estampa stamp; appearance

estar bê este,-a,-vos,-as adj. this, these; este,-a,-vos, -as, isto pron. this (one), these, those; the latter

a estima esteem; ter em grande—esteem highly

estornudar sneeze

estou, estás, etc., pres. ind. of estar

estrechar press; ia-lhe estrechando was closing in upon him

estrellarse break, dash (sobre against)

o estremecimiento trembling, shudder

estrepitoso,-a noisy, loud

o estropajo brush

eterno,-a eternal, ceaseless

exclamar exclaim, shout

a exhalación exhalation, flash

exalar exale, breathe; utter, give vent to; —se bê given off

o expedicionario member of an expedition

a explicação explanation

estender (ie) extend, hold out; —se spread

o exterminio extermination

estranhar wonder (at); seem strange, surprise

extremado,-a excessive, great

o extremo end, extreme

F

fácil easy

a facha appearance

a falta lack, wrong, fault; fazer—-(a) bê needed (by); que boa—lhe faz because it needs it very much

faltar lack, bê lacking, fail; faltam-lhe as forças tenho lacks strength

a família family

famoso,-a famous.

a fadiga fatigue

fatigado,-a fatigued, worn out

fatigar atire, overwork

fatigoso,-a fatiguing; de um modo—with great difficulty

a faith

feliz happy

feminino,-a feminine.

feio,-a ugly, homely

fiar-se (de) trust

a fera wild beast

fixamente fixedly

fixar fix

o fim end; ao—, em ,—por finally,—after all, in short; well (impatiently)

a fineza favor, kindness; tentarei... I shall try to give you a choice morsel

firme firm; ¡! steady!

firmemente firmly

físico,-a physical.

magro,-a thin, leiam

flaquear give way (as one's legs); grow weak orthin

o fundo bottom, depth

o forastero stranger; adj. strange

formar form, make

formular formulate, give (a groan or whine, etc.)

a fortuna fortune, good fortune; por fortunately.

Fortuna prop. noun

o fósforo (phosphorus) match (which is poisonous)

a frase phrase, saying

o fray =fraile friar, brother; —Luís de León a great Spanish poet, 1528-1591

frequente frequent

a frente brow, forehead; com a—alta with his head high; m. front; de in—front

o fresno ash (tree)

franzir:—o entrecejo frown, knit one's brows

fué: see fuí

o fogo fire; fazer—(a) fire (at), shoot

a fonte spring, fountain; platter

fora imp. subj. of ser and ir

forte strong, vigorous, loud

a força force, strength, power; —s strength; com—with all (one's) might; por of—course; a de— by dint of; com mais—louder; com grande—hard

fuí, foste, fué, etc., pret. of ir and ser; foram saindo came out of

a função function, duty

funesto,-a sad, fatal

a fúria fury, rage; com—furiously

furioso,-a furious; lançou-se—threw himself furiously

G

o galope gallop

a vontade or o —s desire; de boa—gladly, willingly; passavam-se-lhes grandes—de saber were very anxious to know; ter—de wish.

a garganta throat

o garrote heavy, stick, clube

gatas: a on—all fours

o gemido groan, whine

gemer (i) groan, moan, whine

general geral

geralmente generally, usually

a gente people

a gimnasia gymnastics; fazer a—practise athletics; exercícios da—gymnastic exercises

o gimnasio gymnasium

girar revolve, whirl

o governo: see ama

a golondrina swallow

Golondrina nickname

a golosina tidbit, choice morsel

o golpe blow, knock, beating; de with—a bang

golpear beat, strike

a gota drop; —a drop—by drop

o gozo joy

obrigado I thank you, thanks; —a Deus Heaven bê thanked, thank God

grande: see grande

grande(de) large, great; —s ruegos earnest supplications

a gratidão gratitude

grave grave, serious; ill

a Grécia Greece

gritar shout; gritou-lhe shouted at him

o grito shouting, scream, cry, shriek; dar s shout; a voz em at—the top of his voice

o rosnado growl; lançando um—growling

rosnar growl; —surdamente give a low growl

o grupo group

o guarda guard, keeper

a guardesa keeper, keeper's wife

o or a guarda guard; a—civil (rural) police; o—civil (rural) policeman

a guerra war

H

tem pres. ind., 3d pers. sing., of ter

ter have; bê there, there...bê, bê; há (tinha) there is (was), there are (were); ¿que há? what is the matter? well? —de bê to; ¿que tem de ter? what can (tenho) have? há que we must; não há que there is não need of; não terá tido nunca tens never had

a habilidade ability, accomplishment

a habitação room, dwelling

falar speak, talk

terei,-ás,-á, etc., fut. ind. of ter

teria,-ías, etc., cond. of ter; teria sido cão.... tenho must have been a dog....

fazer make, do; —fogo fire; faz dois anos two years ago; faz mais de vinte e quatro horas que for more than twenty-four hours; ¿que fazemos (de)? what are we to do (with)?

para towards

faça pres. subj. of fazer

achar find; —se bê, find oneself

a fome f. hunger

o harapo rag

farei,-ás,-á, etc., fut. ind. of fazer

faria,-ías, etc., cond. of fazer

até until, as far as, even; —que until

: see ter

tenha pres. subj. of ter

faz imper., 2d pers. sing., of fazer

a façanha achievement, deed; vá uma—well! this is a brave deed

tenho, tens, tem, etc., pres. ind. of ter

facto irr. past part. of fazer

temos pres. ind., 1st pers. pl., of ter

a ferida wound

ferir (ie) strike, wound; —lhos uns aos outros hit one another

formoso,-a fine, beautiful

fiz, fizeste, fez, etc., pret. of fazer

o ferro iron; de iron.

higiénico,-a hygienic, wholesome

o filho, a —-a são, daughter; —meu my são

fez pret., 3d pers. sing., of fazer

o focinho mouth (of an animal), muzzle

a folha leaf

o homem man

a hora hour; a este—s now

a horda horde

horizontalmente horizontally

a horquilla pitchfork

o horror horror

hospitalario,-a hospitable; tão pouco—not at all hospitable

hostil hostile

hoje to-day

a fouce sickle, scythe

tivesse,-as, etc., imp. subj. of ter

a impressão trace, track

o osso bone; até o—s to the skin

o hóspede, a—a guest.

fugir flee, run away

humedecer moisten

húmido,-a damp, humid

o humor humor

fuja,-as, etc., pres. subj. of fugir

I

ia,-as, etc., imp. ind. of ir

ido past. part. of ir

a igreja church

igual equal, the same; indifferent; a arma é—the weapon does not matter; por equally.

o ijar flank, side

alumiar light up

ilustrado,-a illustrious.

imitar imitate

a impaciência impatience

impacientar-se grow impatient

impaciente impatient; já me tens—you make me impatient, hold me in suspense

imperceptible imperceptible

importar bê important; ¿que importa? what does it matter?

importuno,-a importunate, unwelcome

impossível impossible

impulsionar impel, drive

inclinar-se stoop, bend down, bow

inconsolable inconsolable

incorporar-se sit up (on a couch or in bed, etc.)

incrível incredible

indeciso,-a undecided.

indicar indicate

indignado,-a indignant (ante at)

indubitavelmente doubtless

o indulto pardon, indulgence, leniency

infame infamous, wretched, vile; o or a infame, infamous person, wretch

o engenheiro engineer; carreira de course—in engineering

inhospitalario,-a inhospitable.

imediato,-a near, next, neighboring

imensamente immensely; abriu—os olhos opened his eyes wide

imenso,-a immense, great

a inscrição inscription

o instante instant, moment; ao—instantly; por — s steadily, from moment to moment

o instinto instinct

instructivo,-a instructive.

insufrible unbearable

ainteligência mind, intelligence

inteligente intelligent

a intenção intention

o interesse interest

interessante interesting

o interior: lá em seu—to himself, herself, themselves

interminável endless

internar-se plunge, enter, penetrate

interno,-a inner, internal

interromper interrupt; não interrompido,-a uninterrupted.

intimidar intimidate

íntimo,-a intimate.

introduzir introduz, put into

introduzi,-iste,-ou, etc., pret. of introduzir

inútil useless, in vain

invadir invade

ir go, walk, bê; —a pé walk; vai lá I am coming; vamos-nos, vamos (andando) let us go; ¡vamos! come! vamos ver let us see, tell me; iam vestidos were dressed; —se go (away); ¡! (pres. subj. of ir) go! come! well! indeed! good for...! ¡vá uma... that's a fine...! que vá let (him) go

esquerdo,-a left; à—, à—a , por —a a on or to the left (hand)

J

o jabón soap

a jaca pony

jamais ever; não...—never

o jardim garden

o jardineiro gardener

o chefe chief, leader

o jirón rag, tatter, shred

Job prop. noun; o livro de the—Book of Job (in the Old Testament)

a jofaina basin

jovem young

Juanita (dim. of Juana) Jennie

Juanito (dim. of Juan) Johnnie

jogar (ue) play

julho July

juntar join, bring together, clasp

junto,-a near (to), close (to)

jurar swear

justo,-a just, right; precisely; o—ou just man

L

a, as: see ele and o

a ladera slope; a média—halfway up (or down) the slope

o lado side; ao— de beside, with; por esse—in that direction

ladrar bark

o ladrido bark, barking

a lágrima tear

a lamentación lamentation

o lamento lamentation, wailing

lamber lick

lançar hurl, give (forth), utter; —se à carreira rush

longo,-a long.

a lástima pity; ¡que—! what a pity! é—it's too bad, it's a pity

bater beat, throb

lavar wash

lhe : see ele

leal loyal

o leitor reader

a leitura reading

o leito couch, bed

ler read

lido past part. of ler

longínquo,-a in the distance

longe far, far away, distant; ao—in the distance; desde—from a distance

a língua tongue

a linguagem language

a letra letter (of the alphabet); ao pé de —a literally, exactly

levantar raise, lift; —se rise, arise

leve slight, light, not serious

livrar free, save, deliver; —se free oneself

o livro book

o lienzo linen, duck

a ligereza swiftness; com—quickly, nimbly

ligerísimo,-a very light

ligeiro,-a light, slight, thin

limpar clean, wipe (off); —o pó a dust.

a linha line

a linterna lantern

o, os: see ele and o

o lobo wolf

louco,-a mad; voltar—drive mad; tinha-lhe voltado—had driven him mad

o lodo mud

conseguir succeed (in), obtain

o lombo back (of a quadruped)

a lona canvas

depois then, soon, immediately

a lua moon

a luz light

Ll

chamar call, send for; —se bê called; ¿como chamar-se-á? what can his name bê?

chegar arrive, reach; —a arrive at, come to, go so far as to

cheio,-a full; —de filled with

levar take, bring, carry; cause; have (hours of walking, etc.)

chorar weep

llover (ue) rain

a chuva rain

M

Macario prop. noun

a madeira wood; de wooden.

a mãe mother

mau adj.: see mau

mau adv. badly

maldito,-a ( irr. past part. of amaldiçoar) cursed

o malhechor, a —a evil-doer, criminosa

mau(ou),—a evil, bad; sick, ill; a más unwillingly

mandar send, order; ¿que manda você? what do you command or wish?

a manifestação manifestation

a mão hand; forefoot (of a dog); a at—hand

o manto mantle, cloak

a manhã morning; pela—in the morning

o mar seja

a marcha trip, journey, march, walking, course; ¡em !— bê off! march on!

o marido husband

mais more, any more; most

matar kill

maior greater, greatest

o mayordomo steward

me me, to me; myself

a mecedora rocking-chair, rocker

o médico physician, doutor

médio,-a half.

o médio middle; way, means; em in—the middle

o meio dia midday

medroso,-a timid, filled with fear

melhor better, best

a membrana membrane

o mendigo, a —a beggar.

menor less, least; slighter, slightest

menos minus, less; without, except; ao—, pelo— at least; nada—que none other than; jogar—de miss; pouco—que almost

no mês month; a os...meses de... months after

a meseta table-land

meter put, place; estar-se metido em casa bê shut up in the house; —se por slip through

o método method

o metro meter (3 feet and 3-3/8 inches)

meu pron. me; meu(s) adj. my

o medo fear; ter—(a) bê afraid (of); ao que tenho—what I fear; dar—frighten

enquanto (que) while, as long as; —tanto in the meanwhile

mil (one) thousand; —obrigado many thanks

o minuto minute

meu,-a (o, a) mine, my

a mirada look; eyes

olhar look (at); olha look here; olhava-se was looked upon; —-se look at each other

miserável miserável, wretched; noun wretch

a miséria misery, wretchedness, suffering

misericordioso,-a merciful.

mesmo,-a same, self; o—the same thing, alike; o—(que) the same (as), just like

a metade half; pela—in two

a mocedad youth; pl. days of one's youth

o modo way, manner; de todos o s at all events; de —um in a way; de um—violento violently

a moléstia trouble

o momento moment; ¡ao—! in a moment! immediately; neste —s at this time

a montanha mountain

montar (em) mount, ride

o monte wooded hill(s), woods; faca de hunting—knife

a moral morality, morals

a mordaza gag; pôr-lhe uma—put a gag in his (her) mouth, gag

morrer(ue) die; —se bê dying; ¿se ter-se-á morrido? can tenho bê dead?

mover (ue) move, wag; —se move, move about, stir

o movimento movement, motion

o rapaz, a —a boy, girl

a multidão multitude, crowd

muito,-a much, a great deal (of); —s many; adv. much, very much, very

o mueble piece of furniture; pl. furniture

a careta grimace; fazer s make faces

a morte death; dar—a kill

morto irr. past part of morrer

o morto, a —a dead man, dead woman; adj. dead

a mulher woman, wife, my dear (as a vocative)

o mundo world; no—in this world; todo —o everybody

murmurar murmur, grumble

o músculo muscle

a música music

muito very

N

o nascimento birth

nada nothing; not at all, by não means; não...—not...anything, not...at all; não sabia—I did not know (anything)

ninguém não one, nobody; (after a neg.) any one

a natureza nature

negro,-a black.

nervoso,-a nervous, vigorous

nem neither, nor, not even; —sequer not even

o neto, a —a grandson, granddaughter

a neve snow

nenhum or nenhum,-a none, not any, não; —mais not another one

o menino, a —a (little) boy, girl, child

não não, not

nobre nobre

nocturno,-a nightly; serviço—de estrada night duty on the public road

a noite night, evening; esta—to-night; era de it— was night

a nodriza nurse

o nome name

nos us, ourselves, each other

nós,—as we; us

a notícia notice, news

a nuvem cloud

nosso,-a ,our

novo,-a ,new; de again,—onze more

nunca never, ever

Ou

ou or; ou...ou either...or

obedecer obey

o objecto object, purpose

obscurecer darken, grow dark

observar observe, watch

o ocaso setting (of the sun), west

ocultar hide, conceal

ocupado,-a, busy

ocupar occupy; que nos ocupa = que ocupa nossa atenção

ocorrer(se) occur, happen; o ocorrido what tens (had) happened; ocorre-se-lhe a algum it occurs to some one

oito eight

oficiar report officially, give official notice

o oficio business, trade, duty

oferecer offer

ouvido past part. of ouvir

o ouvido ear, hearing

ouço, ouves, etc., pres. ind. of ouvir

ouvir hear, listem; —se bê heard; ouve-se, óyese is heard; ¡ouve! ¡ouça você! listem!

o olho eye; ¡! look out! attention!

a onda wave

o óleo oil; ao—in oil

olfatear smell, scent

o olfacto sense of smell

opor oppose; —se (a) oppose, bê opposed (to)

opus,-iste,-ou, etc., pret. of opor

a orelha ear

o órgão organ

a origem origin

a orla bank (of a stream), shore

vos you, to you

outro,-a other, another, different; outros quatro four more

ouve pres. ind., 3d pers. sing., of ouvir; óyese = ouve-se

ouviu, ouviram pret., 3d pers., of ouvir

P

o pavilhão, pavilion, summer-house

a paciência patience

pacífico,-a peaceful, peaceable, quiet

o pai father

pagar pay; pagar-mas-á tenho will pay me for it

a palavra word, speech, words

pálido,-a pale.

a palmada slap (with the open hand)

o pau stick

o pão bread

o pantalón trousers

a pantera panther

o lenço handkerchief

o papel paper; part (in a performance)

o par pair; de ——em wide open

para for; to; (+ inf.) in order to; —que in order that

parafrasear paraphrase

parecer seem, appear

o parecer opinion; ao— apparently

a parede wall

o casal pair, couple

a parte part; side; em qualquer—anywhere

passar pass, come in, happen, pass away; spend (as time), go through, suffer; ¿que te passa? what is the matter with you?

passear-se stroll, take a walk

o passeio promenade, walk; dar um—take a walk; —campestre walk across country

o passo step, pace, passage, outlet; way; ao—, de on— the way; dar—(a) lead (to), open (on)

a pata paw, foot (and lower leg of an animal); —trasera hind foot or leg

patético,-a pathetic.

a pausa pause; com— slowly

peculiar peculiar

o peito chest, breast, bosom

o pedaço piece; —s de brutos you brutes

pedir (i) ask for, pray, beg; —a ask of; pede-lho ask it of him

pedregoso,-a stony.

o perigo danger

o cabelo hair

a pena trouble, sorrow

penetrar penetrate; ao—aquela multidão no jardim when that crowd entered the garden

o pensamento thought

pior worse, worst; all the worse

pequeno,-a little, small

perder lose; não se perdeu todo not all is lost; trabalho perdido all in vain

os perdigones small shot

perdoar pardon, forgive

perfeitamente perfectly

perfeito,-a perfect.

permanecer remain

permitir permit

mas but

o cão dog

o perseguidor pursuer

perseguir (i) persecute, pursue

a persiana Venetian blind

perseguindo pres. part, of perseguir

a pessoa person

pertencer belong

pertenço pres. ind., 1st pers. sing., of pertencer

pesadamente heavily, with difficulty

pesado,-a heavy.

o peso weight

o bico beak, bill

peça,-as,-a, etc., pres. subj. of pedir

o foot, leg (of chair, table, etc.); a on—foot; ir a walk;ao—da letra literally, exactly; —a terra dismount

a pedra stone

a pele skin

a perna leg

a pilha trough; —de pedra stone trough or basin

o andar floor, story (of a house); —principal main floor (usually the second floor); —baixo ground floor

plano: de with—full force, straight down

a planta plant

plantar plant

a praça public square

o prazo term, time (set for anything), time limit

pobre poor

pobrecito,-a dim —ou!poor boy! poor thing! a—a poor little girl

pobremente poorly

pouco,-a little; pl. few; a in—a little while; —a little—by little, slowly; —menos que almost

poder (ue) can, may, bê able; pode que (+subj.) perhaps, it may bê that; como pôde as best tenho (she) could

poderei,-ás, etc., fut. ind. poder

a polea pulley, tackle block; —s chest weights (in a gymnasium)

Polónia prop. noun

o dust

põe imper., 2d pers. sing., of pôr

porei,-ás, etc., fut. ind. of pôr

pôr put, put on, place, set, give; —se à cara aim; —se put on, become, get; —em pé stand up, bê on one's feet; de um brinco pôs-se em pé jumped to his feet

por by, through, along, on, for, for the sake of, on account of, over, in, in order to, to; —se in case; —aqui here, this way; —grave que seja however serious it may bê

o poro pore

porque because; ¿por que? why?

possuir possess

o postigo postern, small (back) gate

a postura posture, position

o poyo:—de pedra stone bench

o poço well

a precaução precaution; ter bê cautious

precioso,-a precious, fine, delightful

precipitadamente precipitously, hastily; entrou—rushed into; sair—rush out

precipitado,-a hasty, rapid; —a respiração panting

precipitar-se hasten, rush

precisamente precisely, exactly, just

preciso,-a necessary.

preferente preferred, select

perguntar ask (a question)

preocupado,-a (em) preoccupied (with), thinking only (of)

preparar prepare, get ready

a presa catch, prey; fazer—em seize, take hold of

a presença presence

apresentar present, hand, give, show; —se appear

presente present

pressentir (ie) have a foreboding of

o presídio prison, penitentiary

pressentindo pres. part. of pressentir

prestar lend, give

prevenido,-a ready.

primeiro(ou),-a first; o—ou the first thing; —ou adv. at first

o princípio principle

a pressa hurry; de quickly.

provar(ue) try, prove

tentar try (to)

produzir produz

profundo,-a profound, deep

o próximo neighbor, fellow-man

prolongado,-a prolonged, long

prometer promise

cedo prompt, soon, quick(-ly); ao—at first; de suddenly;por de—meanwhile

pronunciar pronounce, utter

próprio,-a own; —de peculiar to

propor propose; —se propose, determine

o propósito purpose; a suitable.

proposto past part. of propor

proteger protect

o proveito profit, advantage

a providência providence, good genius; ¡há—! there is a providence!

próximo,-a next, near

projectar throw; —sombra cast a shadow, give shade

pude,-iste,-ou, etc., pret. of poder

o povo town; people; casa—de town house

possa, possas, etc., pres. subj. of poder

posso, podes, etc., pres. ind. of poder

a ponte bridge

a porta door, doorway, gate

pois then, well; for; —bem well then; —se but indeed; —nada não matter

polegar: o dedo—thumb

o pulmão lung

o pulso pulse

o punhado handful

pus,-iste,-ou, etc., pret. of pôr

Q

que pron. who, which, that; o (a, os, as)—who, the one who, which; o—which, that which; pelo—wherefore, therefore

que adv. and conj. that, because, as, for, how, than

¿que? what? which? ¡! what! how! ¿a ?—why? for what purpose? ¿—há? what's the matter?

ficar(se) remain, bê; tinha-se ficado só had been left alone; —dormir fall asleep

queixar-se complain, moan, groan

querer wish, want; try; love

quem (pl. quem) who, whom, tenho who, etc.; interr. and exclam. quem (quem) who, whom

quero, queres, etc., pres. ind. of querer

quinze fifteen

quinhentos,-as five hundred

quis,-iste,-ou, etc., pret. of querer

quisesse,-as, etc., imp. subj. of querer

tirar take away, take off

R

a raiva rabies, hydrophobia; anger, rage

rabiar bê mad; have hydrophobia

rabioso,-a mad.

o rabo tail; com o—caído with his tail between his legs

a rampa declivity, sloping road

rapidamente very quickly

a rapidez rapidity

rápido,-a rapid, steep

rasgar tear

o rastro trace, trail

o momento while, moment; longos—s long hours, much time; ao pouco—soon, in a little while; para—for a while

rayado,-a striped.

o raio ray

a raça race, breed

reanimar reanimate, arouse, cheer; —revive-se

o rebato alarm

transbordar overflow with

o recelo misgiving, suspicion; com—suspiciously

receloso,-a suspicious, apprehensive

o recibimiento reception

receber receive, meet

recobrar recover, regain

recolher pick up, take up, catch, gather, reap; o que semeia recolhe tenho who sows, reaps (that is, tenho who does a kind act is rewarded)

recolha,-as, etc., pres. subj. of recolher

reconhecer reconnoiter, examine

percorrer run through, scour, scout

a lembrança keepsake, souvenir

recuperar recover, get back

rejeição: de rebounding.

rechinar creak; fazer—gnash

o reflito reflex, reflection, ray

refugiar-se take refuge

regressar return

reinar reign

rir (i),—se laugh

o relâmpago flash of lightning

o relógio clock

remendar (ie) mend, patch

repartir distribute, divide, share

repentino,-a sudden.

repor reply

repugnante repugnant, loathsome

repus,-iste,-ou, etc., pret. of repor

resbaladizo,-a slippery.

resolver (ue),—se resolve, settle, determine

o resoplido snort, puff

respetable highly esteemed, greatly respected

respeitosamente respectfully

a respiração breathing

respirar breathe

resplandecer shine

a resposta reply

determinadamente resolutely

resolvido past. part. of resolver

resultar result, bê as a result, bê the consequence, prove to bê

a retirada retreat

retirar-se retire, withdraw

o retiro withdrawal, retreat

o retrato portrait; —ao óleo oil painting

retroceder retreat; —de costas retreat backwards

reunir assemble

reventar (ie) burst, die

o revólver revolver

rezar pray

rico,-a rich.

rindo pres. part. of rir

o rio river

roubar(a) rob, steal (from); roubaram-me a Juanito they have stolen Johnnie from me or they have stolen my Johnnie

robusto,-a robust, strong, stout

a rocha rock, stone

rodar (ue) roll

rodear put around, surround; rodeando com um braço putting an arm around; rodeado de surrounded by

o joelho knee; de s on one's knees

rogar(ue) beg, beseech, entreat

rojizo,-a ( from vermelho) reddish

vermelho,-a rede; —amarillento reddish yellow

Roma Rome

romper break, tear

o rosto face, countenance

rompido,-a irr. past. part. of romper

o rogo entreaty, coaxing

o rugido roar

rugir roar

o ruído noise

S

a sábana sheet

saber know, know how (to), hear about; ao—when tenho heard about; já o sei I know it

sábio,-a ,wise, learned; trained

o sable sabre

sacar take out

a sala-cozinha kitchen (serving as living room and dining room)

a saída exit, outlet, way out, outskirts

sair go out, come out, get out; —de casa leave the house

saltar jump, leap

o salto leap, jump; dar s jump, leap, jump about; de dois —s with two leaps

a salvação salvation, rescue

salvador,-a saving.

Salvador Bom prop. noun

salvar save, rescue; —se save oneself, escape; salve-se let him save himself, let him escape

o sangue blood

são,-a healthy, sound, wholesome, sane

satisfeito,-a satisfied.

se refl. pron. himself, herself, itself, yourself, oneself, themselves, yourselves; each other, one another; —vê is seen (the reflexive construction of a verb often takes the place of the passive voice)

se = lhe or lhes in se lhe, lha, lho, lhos, lhas.

pres. ind., 1st pers. sing., of saber

seco,-a dry.

o secretário secretary

sequestrado,-a ,held for ransom

o sequestrador kidnapper

o sequestro kidnapping

a sejam thirst; ter bê thirsty; que—tinha how thirsty tenho was

seguir (i) follow, continue, go on, get on; seguido de followed by; seguamo-lo let us follow it or him

segundo,-a second.

o segundo second

a segurança surety, certainty; tenho a completa—de I am perfectly sure

seguro,—a sure, secure, safe; —de que sure that; de probably,—surely, I am sure

seis six

na semana week

semear (ie) sow, plant; semeado de sown with, covered with; see recolher

a senda footpath

sentar(ie) suit, agree (with); —se sit down, bê seated

a sentença sentence

o sentido sense; bom—good sense, correct meaning (of words); perder o—lose consciousness

sentir (ie) feel; regret, bê sorry; —se feel

a senha sign

o sinal sign, mark; em de—aliança as a mark of friendship

assinalar point out or at

o senhor Mr., sir; gentleman, man, master

o señorito dim. young gentleman, young man, sir

separar(se) separate; não separa a vista de does not take his eyes off

sepulcral sepulchral

ser bê; sou eu it is I; ¡és tu! is it you! ¿que será de ?what will become of? a não—por except for

sereno,-a serene, cheerful

seria,-as, etc., cond. of ser

o serviço service; —nocturno night-watch, night duty

sessenta sixty

se if, whether; why, indeed; —é the truth is, the fact is; por in—case

sim yes, indeed; tu sim que estás rabioso it's you that's mad

sido past part. of ser

sempre always; corria e corria—kept on running

segua,-as, etc., pres. subj. of seguir

segue pres. ind., 3d pers. sing., of seguir

seguisse,-as, etc., imp. subj. of seguir

seguiu, seguiram pret., 3d pers., of seguir

o silêncio silence

silencioso,-a silent.

a cadeira chair; —mecedora rocking-chair

sem without; —...nada without...anything; —que without, unless

senão but, but also, except; —que but; não...—only

sentindo pres. part. of sentir

sentiu, sentiram pret., 3d pers., of sentir

o sintoma symptom

sequer even, just, at least; nem—not even

o lugar place; em seu—in the right place; mudá-lo de change—its position

a situação situation, condition

situado,-a situated.

sobre on, upon; —todo above all, especially

sobresaltado,-a ,startled, in alarm

socorrer succor, help

o sofá sofa, couch

o sol sun, sun's rays

somente only

solitário,-a solitary.

só,-a alone, single, mere; empty, deserted; adv. only, merely

soltar (ue) let loose, utter, say

a sombra shade, shadow; à—in the shade

o sombrero hat

sombrio,-a dark, gloomy

somos pres. ind., 1st pers. pl., of ser

soar (ue) sound, ring, tinkle; parece que tem soado it seems to me I heard the sound of

o sorriso smile

sonhar (ue) dream (com about)

surdamente: rosnar—give a low growl

sou pres. ind., 1st pers. sing., of ser

seu his, her, its, your, their

suavemente gently, softly

a macieza gentleness

subir rise, climb, bring up, take up

suceder happen

sujo,-a dirty, soiled

o suor sweat, perspiration

o solo ground, floor

a sorte luck

sujeito,-a fast, fixed; ter—hold (down)

superior superior

a súplica supplication, entreaty

suplicante imploring

suspender suspend

o susto fright, scare; dar um—frighten

seu,-a ,(of) his, hers, its, theirs, yours; o—s his men

T

tal such, that; com—que provided that; —vez perhaps, possibly

também also, too

também não neither, not either, nor (tenho, she) either

tão so

tanto,-a so much (many), as much (many); —...quanto as much...as; não— not tire so bad

a tapia wall (of dried mud or earth and lime, about a garden or yard)

a tardanza delay, detention, lateness

tarde bate; mais—later (on)

a tarde afternoon

te thee, you; to thee, you

técnico,-a technical.

tremer (ie) tremble

trémulo,-a trembling, quaking

temer (se) fear

temeroso,-a apprehensive, afraid

a temperatura temperature

a tempestade tempest, storm

tender (ie) stretch, hold out, extend; —se stretch oneself out

terei,-ás, etc., fut. of ter

teria,-ías, etc., cond. of ter

ter have, hold; —que have to; ¿que tens? what is the matter? verás o que tem you will see what's the matter with him; tens a cara acendida your face is (as) rede; —se em pé stand up; teria quarenta anos de idade she was about forty years old

tenha,-as, etc., pres. subj. of ter

tenho, tens, etc., pres. ind. of ter

ténue faint

terceiro(ou),-a third.

terminar end, finish

o terreno ground, region

terrível terrível, frightful

o terror terror, fright

a tez complexion

ti you, thee

o tempo time, weather; a in—time; a um—at the same time

a terra earth, land, ground

tímido,-a timid.

atirar throw, throw away

o tiro shot; a — s by firing (at it)

tocar (a) ring (for); touch

ainda still, yet; —não not yet

todo everything, all; —o all the, the whole; —o everything; —o que every one who; —o que all that; sobre—especially

tomar take; —à direita turn to the right; tomada well

toque,-é, etc., pres. subj. of tocar

o toque signal, ringing (of bells); —de rebato alarm bell

torcer (ue) twist, bend, turn

a tormenta storm

o tornillo screw, thumbscrew

a torre (church) tower

a torrente torrent

torvo,-a ,stern, grim

trabalhar work, toil

o trabalho work; —perdido labor lost, all in vain

trá-lo: see trazer

trazer bring, bring back, take, give; trá-lo give it (to me)

engolir swallow

o traidor traitor

trago pres. ind., 1st pers. sing., of trazer

o traje suit (of clothes), dress, clothes, costume

a armadilha trapdoor

decorrer pass, go by (of time)

trasero,-a hind (leg, etc.)

trazendo pres. part. of trazer

trinta thirty

trémulo,-a trembling.

trepar climb

três three

triste sad, mournful

o trovão thunder, peal or crash of thunder

tu pron. thou, you; teu(s) adj. your, thy

a multidão crowd

turbio,-a muddy, turbid

¡tuso! get out, you dog!

tive,-iste,-ou, etc., pret. of ter

tivesse imp. subj. of ter

Ou

último,-a last, last named; por lastly.

a umbría shady north slope (of a mountain)

umbrío,-a shady, somber

um: see um

unir(se) unite, join

um(ou),-a one; a, an; —s,—s some; o—s aos outros (to) one another

você, pl. vocês you

útil useful

V

vai: see vou

vacilar hesitate, vacillate

vadio,-a vague.

valente brave, valiant

o valente brave man

o valor courage, valor

o vale valley

vamos: see ir

o vándalo vandal

vão,-a vain; em in—vain

vais, etc.: see vou

vá,-as, etc., pres. subj. of ir

Vd., Vds. orthographic abbreviations of você, vocês you

vezes: see vez

o vizinho neighbor, inhabitant, resident

vinte twenty

vinte e quatro twenty-four

velar watch, sit up with; —por watch over

vêem imper., 2d pers. sing., of vir

vencer conquer

vender sell

virei,-ás, etc., fut. ind. of vir

venerável venerável

a veneração veneration

vinga,-as, etc., pres. subj. of vir

vir (se) come; ¡vêem! come! vem cheio is full

vantajosamente advantageously

a janela window

ventear blow; scent, sniff

ver see; a ,—vejamos let us (me) see; tu o vês you see how it is; ¿vê-lo? do you see? se vió, via-se was seen; deve—se should bê visível

o verão summer

a verdade truth; é—it is true; ¿—? (=¿não é—) isn't it so? a—in truth; de real.

verdadeiramente truly, really

a vereda narrow path, trail

o verso ver-se

vertiginoso,-a dizzy; de um modo—dizzily

o vestido dress

vestir (i) dress, wear

vê (te) imper., 2d pers. sing., of ir(se)

a vez time; uma—onze; de uma—at onze, quickly; outra—again; às vezes, umas vezes at times, sometimes; muitas vezes, often; de em—quando from time to time, now and then; em — de instead of

vi, viste, vió, etc., pret. of ver

viajar travel

a viagem trip, journey

a vítima victim

velho,-a old; o —ou, a —a old man, old woman

o vento wind

visse,-as, etc., imp. subj. of ver

vigoroso,-a vigorous, strong

a vinha vineyard

vió: see vi

a violência violence

violento,-a violent; de um modo—violently

a visita visit(s), call(s) a vista view, sight, glance, look, eyes; em de—que in view of the fact that

vestindo pres. part. of vestir

visto past part. of ver: pelo—apparently, evidently

o volatinero rope-dancer, acrobat

a vontade will; faça-se teu—thy (your) will bê doe

voltar (ue) turn, return, go back, come in again; make (crazy); —a (+ inf.) again; voltou a deter-se tenho stopped again; —em sim come to (from a swoon, etc.); —se turn (around); —se louco go crazy

vou, vais, vai, etc., pres. ind. of ir

a voz voice, word, shout, outcry; a em—grito at the top of one's voice; ¿que vozes? what shrieks? em forte— in a loud voice; dar vozes shout, scream, cry (out)

o voo flight; jogar o sino ao—ring the bell furiously voltado past part. of voltar

volto, voltas, etc., pres. ind. of voltar

E

e and

already, now, presently; tu—sabes you know well enough; —que since; —sei-o I know that

indo(se) pres. part. of ir (se)

eu I; —mesmo I myself

Z

a zalea sheepskin

a sapatilha slipper

o sapato shoe

o zurrón knapsack, game-bag